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Gritos de penúria alimentar no Capilongo

VOA | João Marcos

Uma localidade com mais de 300 famílias no município de Benguela, na província angolana com o mesmo nome, atravessa um cenário de penúria alimentar que impõe recurso a frutos silvestres, com a população exposta a várias doenças.

Capilongo, a 45 quilómetros da cidade capital, grita por uma intervenção do Governo Provincial, que está a ser pressionado também devido a casos de malnutrição em municípios do interior.

Pelo vale agrícola do Cavaco, centro de produção de banana e hortícolas, faz-se o trajecto em direcção a uma localidade onde a crise de alimentos não poupa nem mesmo as crianças.

“Desde manhã não comi nada, porque não tem. Ontem à noite comi um pouco de papa de múcua, não temos conduto. Fiz parto ontem, estou mal a falar com vocês, essa fruta de lonama não dá”, disse uma residente, entre outro afirmou que “o senhor Falcão, governador, não conhece Capilongo’’.

Esta situação embaraça a saúde e a educação, conforme os relatos, feitos sob anonimato, de um enfermeiro e um professor.

‘’O povo quando vem ao posto apresenta sinais de diarreias agudas, conjuntivite, várias doenças’’, salienta o técnico de saúde, enquanto o professor diz que, às vezes, leva ‘’um pão e bolacha para satisfazer o aluno’’.

Em reacção, o Gabinete da Acção Social prometeu agir nos próximos dias, mas o activista João Misselo da Silva, director executivo da Organização Humanitária Internacional (OHI), que esteve em apoio de emergência no Capilongo há oito anos, estranha a demora.

‘’Para assegurar pelo menos os alimentos e a assistência médica e medicamentosa. Deve ser analisado o grau de vulnerabilidade, com o Governo a assumir as suas responsabilidades’’, assinala o activista.

O deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial da Unita e agrónomo de profissão, alerta para outros problemas, principalmente no interior de Benguela

“Havendo uma fome prolongada, começa já a surgir o problema da malnutrição, o que é muito grave. Aqui vemos que não existe o sector primário, o da agricultura, mas não a dos empresários, a familiar’’, sustenta Ngalanela.

Às queixas pela subida dos preços da cesta básica, juntam-se as de quem não tem o que comer, em plena capital da província, por conta de uma penúria alimentar que leva já algum tempo.

Uma localidade com mais de trezentas famílias no município de Benguela, na província angolana com o mesmo nome, atravessa um cenário de penúria alimentar que impõe recurso a frutos silvestres, com a população exposta a várias doenças.

Capilongo, a 45 quilómetros da cidade capital, grita por uma intervenção do Governo Provincial, que está a ser pressionado também devido a casos de malnutrição em municípios do interior.

Pelo vale agrícola do Cavaco, centro de produção de banana e hortícolas, faz-se o trajecto em direcção a uma localidade onde a crise de alimentos não poupa nem mesmo as crianças.

‘’Desde manhã não comi nada, porque não tem. Ontem à noite comi um pouco de papa de múcua, não temos conduto. Fiz parto ontem, estou mal a falar com vocês, essa fruta de lonama não dá. Pensamos que o senhor Falcão, governador, não conhece Capilongo’’, desabafam homens e mulheres.

Esta situação embaraça a saúde e a educação, conforme os relatos, feitos sob anonimato, de um enfermeiro e um professor.

‘’O povo quando vem ao posto apresenta sinais de diarreias agudas, conjuntivite, várias doenças’’, salienta o técnico de saúde, enquanto o professor diz que, às vezes, leva ‘’um pão e bolacha para satisfazer o aluno’’.

Em reacção, o Gabinete da Acção Social prometeu agir nos próximos dias, mas o activista João Misselo da Silva, director executivo da Organização Humanitária Internacional (OHI), que esteve em apoio de emergência no Capilongo há oito anos, estranha a demora.

‘’Para assegurar pelo menos os alimentos e a assistência médica e medicamentosa. Deve ser analisado o grau de vulnerabilidade, com o Governo a assumir as suas responsabilidades’’, assinala o activista.

Atento à realidade, o deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial da Unita, agrónomo de profissão, alerta para outros problemas, principalmente no interior de Benguela

‘’Havendo uma fome prolongada, começa já a surgir o problema da malnutrição, o que é muito grave. Aqui vemos que não existe o sector primário, o da agricultura, mas não a dos empresários, a familiar’’, sustenta Ngalanela.

Às queixas pela subida dos preços da cesta básica, juntam-se as de quem não tem o que comer, em plena capital da província, por conta de uma penúria alimentar que leva já algum tempo.

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