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China quer “novos patamares” no relacionamento “estratégico” com o Brasil

RTP|Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse esperar que o relacionamento “estratégico” do país com o Brasil atinja “novos patamares”, com o reforço da cooperação em diversas áreas, incluindo agricultura, mineração, infraestruturas, aviação civil e cooperação espacial.

“Vamos definir um grande projeto para o desenvolvimento das relações entre os dois países com o objetivo de levar a aliança estratégica global China-Brasil a novos patamares”, disse na quinta-feira Wang Yi, em Brasília, onde reuniu com o homólogo brasileiro, Ernesto Araújo.

Wang Yi esteve na capital brasileira para o III Encontro do Diálogo Estratégico Global Brasil-China e participa hoje na cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no Rio de Janeiro.

O também Conselheiro de Estado da China disse que o seu país está “otimista” com o desenvolvimento do Brasil e que apoia os esforços do executivo brasileiro para “liderar e melhorar a vida do seu povo” e promover “o desenvolvimento económico”.

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. O comércio bilateral atingiu os 98.900 milhões de dólares, no ano passado, segundo dados oficiais.

Wang Yi disse que a China e o Brasil são “parceiros naturais” e devem procurar o “desenvolvimento comum”.

“O Brasil e a China são duas forças importantes para a globalização económica do mundo, temos grandes interesses em comum e precisamos abordar questões regionais e internacionais” para “promover a paz e a prosperidade de ambas as regiões e do mundo”, disse.

Wang insistiu que o país sul-americano desempenha um “papel estratégico e central” e que espera que a relação entre as duas nações possa atingir “novos níveis”.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, assumido anticomunista, provocou apreensão em Pequim, durante a campanha eleitoral, com a aproximação a Taiwan e críticas à China.

“A China não está a comprar no Brasil, está a comprar o Brasil”, afirmou na altura.

Depois de eleito, Bolsonaro enfatizou a sua intenção de “continuar a fazer negócios com todos sem distinção ideológica” e, desde que assumiu o cargo, em janeiro passado, suavizou as suas opiniões sobre o país asiático.

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