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Desobediência a Orientação Superior: Jovem baleado no tumulto do Rocha Pinto continua sem assistência da Polícia Nacional

NJOline | Fernando Calueto

O jovem Domingos Bengue Kiala, de 19 anos, baleado por um agente da Polícia Nacional (PN) no Rocha Pinto, durante o tumulto que envolveu forças da ordem e cidadãos, e que resultou na morte da vendedora Juliana Cafrique, em Março passado, nunca recebeu apoio, mesmo depois de o comandante-geral Paulo de Almeida ter dado ordem à PN para prestar assistência.

“Fomos recebidos pela área social da PN, que nos informou que tem ordens do comandante-geral Paulo de Almeida para que o meu filho receba assistência médica sob responsabilidade da PN. Mas já se passaram dois meses e nada”, contou ao NJOnline Eliude Yavanua, pai do jovem.

De acordo com Eliude Yavanua, o relatório médico que havia sido exigido pelo PN, em Abril último, para apurar a veracidade da reclamação, já foi entregue ao Comando Provincial de Luanda da Policia Nacional.

“A polícia está relaxada, porque o que nos preocupa é que o menino seja tratado. A PN tem que se responsabilizar pelo tratamento ou dar continuidade ao tratamento até que seja retirada a bala. Porque não é normal alguém viver com algo estranho dentro do corpo”, lamentou.

Segundo o pai, a família já não tem recursos para dar seguimento ao tratamento e o jovem Domingos continua a queixar-se de muitas dores abdominais e tem dificuldade na respiração.

“O dorme com muita dificuldade, ele sente muita dor. Às vezes tem muita febre. E, como pai, sinto-me mal vendo o sofrimento sem poder ajudar”, realçou.

Eliude Yavanua lamentou ainda pelo facto de outros feridos no confronto que resultou na morte da vendedora Juliana Cafrique, de 28 anos terem sido apoiados pela PN e o seu filho ser o único que não recebeu apoio nenhum.

“Uma jovem que também foi alvejada, tal como o meu filho, recebeu apoio da PN e inclusive ia a casa dela uma viatura da PN que a transportava de casa para o centro médico. Mas o meu filho não, e não sei o porquê dessa injustiça”, disse.

“A polícia não está a apoiar o meu filho. Até agora, nenhum elemento da PN apareceu aqui a prestar qualquer apoio ao jovem. Será que ele não é cidadão nacional?” questionou. E acrescentou: “Não é normal a PN deixar-me com o filho nesse estado”.

Eliude Yavanua realçou que teve de pedir ajuda à Provedoria de Justiça, órgão que faz parte da administração pública e que existe para promover o bem-estar das populações, para que essa entidade interviesse junto do comandante-geral.

“A Provedoria de Justiça fez a sua parte, e nem com isso se preocuparam, mandaram-me ao hospital da polícia, na Unidade Operativa de Luanda, onde apenas me disseram que o tratamento do meu filho tem de ser feito na Clínica Multiperfil e que tenho de esperar. Mas já lá vão dois meses e nada”, explicou.

O pai do jovem Domingos Bengue entende que as autoridades policiais não querem responsabilizar-se pelo tratamento do seu filho, mesmo após o relatório médico que atesta que o jovem Domingos Bengue kiala, de 19 anos, foi alvo de uma agressão que resultou numa lesão por projéctil de arma de fogo a nível da região tórax-abdominal esquerda.

O NJOnline contactou o director do gabinete institucional e imprensa do comando provincial da Polícia Nacional em Luanda, intendente Mateus Rodrigues, que aconselhou o pai do jovem baleado a dirigir-se novamente ao Comando Provincial de Luanda para que “juntos” possam resolver a situação.

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