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Carta geológica mineira do sul do país bastante avançada

Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo (Foto: NELSON MALAMBA)

O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, anunciou hoje no Namibe que, o âmbito Plano Nacional de Geologia (Planageo), os estudos de ocorrências mineiras da zona sul e sudeste de Angola estão bastantes avançados, com a elaboração das cartas geológicas com as escalas 1/100.000 e 1/250.000.

De acordo com a Angop, Diamantino Azevedo referiu que esses estudos e as cartas 1/50.000 que se encontram em fase de conclusão permitirão ao país dispor de uma informação comercial, para a promoção de campanhas de prospecção mineira naquela parcela do país.

Segundo o ministro, que falava na sessão de abertura do terceiro conselho consultivo do sector, o Plangeo, carta que visa o aumento do conhecimento geológico nacional com a elaboração de cartas geológicas a diferentes escalas, permitirá o mapeamento de zonas potencialmente mineralizadas.

Em relação à realização de estudos de ocorrências em outras regiões do País, o ministro lamentou que a falta de financiamento tem limitado o seu progresso.

Apesar das dificuldades, Diamantino Azevedo disse que o executivo prestará maior atenção ao sector de Geologia e Minas, com vista ao aumento da produção de diamantes e outros minerais, para além da busca contínua de parceiros para o investimento na actividade mineira no geral.

Realçou que em breve iniciará o processo de produção, exportação e comercialização de ouro, a avaliação do projecto de prospecção de terras raras do Longonjo e a realização de um concurso público para licitação de cinco concessões, sendo duas de diamante (Lunda Norte e Lunda Norte/Lunda Sul), uma de ferro (Cuanza Norte) e duas de fosfatos (Cabinda e Zaire).

“Em função dos resultados obtidos nesta acção, este poderá ser o modelo a ser adoptado para a futura Agência Nacional de Recursos Minerais”, disse.

Entretanto, afirmou que a Ferrangol deverá prosseguir com o processo de negociação com as empresas AngloAmerican para prospecção de cobre no Moxico e terras raras no Cunene, Rio Tinto para prospecção de cobre no Moxico e diamantes nas Lundas, De Beers para prospecção de diamantes nas Lundas e Kumba (empresa Sul Africana) para prospecção de ferro.

Segundo o ministro, a manifestação do interesse destas empresas é o resultado da participação do Ministério em fóruns internacionais, onde são divulgadas as oportunidades de negócios, as políticas vigentes no sector mineiro neste quinquénio de 2017-2022.

Neste processo, o ministério quer a participação activa da classe empresarial nacional, a transferência de conhecimento e a criação de postos de trabalho para os jovens angolanos, assim como uma maior utilização de serviços e produtos nacionais e a actualização das políticas e legislação que regem o Conteúdo Local.

“Estamos a realizar consultas públicas para melhoria da legislação do conteúdo local no sector dos Petróleos e Gás, tal como a realizada ontem com a participação de vários dos delegados aqui presentes, para que tenhamos uma lei que atenda às necessidades do presente e do futuro em termos de Conteúdo Local. Esperamos que com este projecto, o País venha a ter empresas locais competitivas e eficientes, tendo em conta o regime de economia de mercado de livre concorrência recentemente legislado”, sublinhou.

Reiterou o apelo às empresas petrolíferas e mineiras para o comprimento dos planos de recursos humanos e utilização de prestadores de serviço nacionais, promovendo o recrutamento, a integração, a formação e desenvolvimento técnico de cidadãos nacionais e capacitação de empresas angolanas no Sector.

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