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BNA apoia criação de incubadoras de negócios

ASSINATURA DE ACORDO ENTRE O GOVERNADOR DO BNA E A MINISTRA DO ENSINO SUPERIOR CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (FOTO: FRANCISCO MIÚDO)

Angop

O Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) assinaram nesta segunda-feira, em Luanda, um Memorando de Entendimento que vai promover a criação incubadoras de negócios, com base na digitalização de serviços de pagamento.

Com o objectivo de apoiar e incentivar a formação de empreendedores, investigadores, empresas e outras entidades no processo de desenvolvimento, sustentado de ideias de negócio de carácter tecnológico com elevado potencial de crescimento, o Banco Central procura, desta feita, contribuir no surgimento de pequenas empresas inovadoras em Angola.

A referida iniciativa, cujo memorando de entendimento foi assinado pelo governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano e a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria Sambo, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), terá a duração de 12 meses e suportará, no máximo, 10 projectos em simultâneo, sendo a incubação gratuita para projectos seleccionados, subscritos por pessoas individuais ou colectivas que pretendam desenvolver ideias de negócios, produtos ou serviços inovadores.

Com o processo de selecção dos projectos desta iniciativa, dá-se início ao programa de incubação disponível na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto e será realizado com base em requisitos pré-definidos a serem publicados, em breve, num portal de internet dedicado ao mesmo.

De acordo com o memorando, a avaliação e selecção das candidaturas serão efectuadas com base em critérios pré-estabelecidos por uma comissão de avaliação a ser constituída por representantes do BNA e o Ministério doo Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI).

Ao falar sobre o projecto, o administrador do BNA, Pedro Castro e Silva , referiu que o banco central tem estado a acompanhar os níveis da evolução da tecnologia a nível mundial, sobretudo a que incide sobre o sistema financeiro.

“O nosso objectivo é continuar a contribuir para o desenvolvimento dos sistemas de pagamento de Angola, fazendo recurso aos jovens que estão nas universidades e já dispõem de ideias de negócios”, avançou, Pedro Castro e Silva, sustentando que é com base nessas ideias que podem também potenciar o sistema de pagamento em Angola.

Pedro Castro e Silva esclareceu que o BNA não vai vai dispor recursos financeiros directamente, mas contribuir para que as incubadoras estejam suficientemente apetrechadas para que possam apoiar no desenvolvimento das ideias.

Desta feita, o Banco Central quer trabalhar com os jovens e aconselha-los sobre os melhores caminhos a seguirem, para que essas ideias sejam materializadas e se tornem em projectos e em empresas, tendo lembrado a titulo de exemplo, que projectos de género são realidade em alguns países como EUA (Vale do Silício) e alguns a nível da região da SADC.

O BNA, acrescentou, na qualidade de responsável do sistema de pagamento em Angola, vai fazer com estas ideias contribuam para o sistema de pagamentos, orientando os jovens como podem servir melhor o sistema de pagamento, respeitando as normas regulamentadas.

Para a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria Sambo, a iniciativa vem de encontro aos programas que existem no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2018/2022, no que toca a criação de condições de incubadoras e criações de start up nas instituições de ensino superior.

A iniciativa será implementada nesta fase piloto na faculdade que Engenharia da Universidade Agostinho Neto e prevê-se alargar para outras instituições do ensino superior.

“Pretendemos fazer com que se crie um outro ambiente nas instituições do ensino superior, para que ideias se possam converter em produtos úteis para a sociedade”, referiu a ministra.

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