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Apollo 11: a primeira ida da humanidade à Lua

O Saturno V foi o foguete usado para o lançamento da missão Apollo 11 em Cape Kennedy. (DR)

DW África

Há 50 anos, no dia 24 de Julho de 1969, os primeiros homens voltaram da Lua à Terra. Ainda hoje, o satélite terrestre e as fotos tiradas na época pela missão espacial Apollo 11 fascinam-nos.

A partida
Da sala de controlo do Centro Espacial Kennedy, o director do programa Apollo da NASA (agência espacial dos EUA), Samuel C. Phillips, supervisiona as actividades antes da partida da missão espacial, no dia 16 de Julho de 1969. A Apollo 11, a primeira missão de pouso lunar, foi lançada com o foguete Saturno V. A bordo estavam os astronautas Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins.

Saturno V
O Saturno V foi o foguete usado para o lançamento da missão Apollo 11 em Cape Kennedy. Foi desenvolvido pelo cientista alemão Wernher von Braun no Marshall Space Flight Center em Huntsville, Alabama com as empresas Boeing, North American Aviation, Douglas Aircraft Company e IBM. Até hoje, é o foguete espacial mais poderoso de todos os tempos com capacidade para cerca de 140 toneladas de carga.

Luzes, câmera, acção, decolar!
Milhares de repórteres cobriram a partida da missão Apollo 11. Um total de 3.497 jornalistas foi oficialmente credenciado para o acontecimento, e todos se amontoaram na área de imprensa do Centro Espacial Kennedy quando, em 16 de julho de 1969, o Saturno V decolou. No total, cerca de um milhão de pessoas foram ao local ver de perto o voo espacial histórico.

“A águia pousou!”, mas…
Às 20h17 (tempo universal) de 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong fez uma transmissão concisa: “A águia pousou!” Mas demorou um pouco até os dois astronautas realmente pisarem na Lua. Primeiro, o voo de retorno tinha que ser preparado. Finalmente, no dia 21 de Julho, às 2h56 (tempo universal), chegou o grande momento: Neil Armstrong pisou na superfície lunar. Buzz Aldrin seguiu pouco depois.

“Um pequeno passo para um homem”
Quando saiu do módulo lunar Eagle (“águia”) e pisou na superfície lunar, no dia 20 de Julho de 1969, o americano Neil Armstrong disse uma das frases mais famosas de todos os tempos: “Este é um pequeno passo para [um] homem, mas um grande salto para a humanidade.” Ainda hoje se discute como e quando o astronauta chegou a essa frase, e se ao dizê-la ele esqueceu o artigo “um”.

Amostra n° 10.003
Durante o passeio exploratório de mais de duas horas fora do Eagle, Armstrong e Aldrin recolheram 21,5 quilos de material lunar. Esta pequena rocha é parte dele. A foto foi tirada em 27 de Julho, após o retorno à Terra. Durante as seis missões dos EUA, que chegaram a pisar na Lua, os astronautas recolheram 2.415 amostras com um total de quase 400 quilos.

Tão perto
Esta foto foi tirada por Michael Collins em 21 de Julho. O módulo lunar Eagle pode ser visto no seu retorno da Lua; atrás dele, vê-se a superfície lunar e, no seu horizonte, a Terra. Enquanto Armstrong e Aldrin foram os primeiros humanos a pisar na Lua, Collins manteve seu posto no módulo de comando Columbia e ficou à espera em órbita lunar.

Trabalho em equipa
Com teve que esperar em órbita, Michael Collins (centro) foi o único dos três tripulantes do Apollo 11, que não pisou na Lua. Collins disse em 2009: “Eu me senti parte do que aconteceu na Lua. Sei que eu seria um mentiroso ou um idiota se dissesse que ocupei o melhor dos três assentos [da Apollo 11], mas posso dizer honestamente que estou satisfeito com o que fiz.”

De volta à Terra
Às 16h50 (tempo universal) de 24 de Julho, a tripulação desembarcou no Pacífico, a 21 quilómetros do porta-aviões USS Hornet e a 1.480 quilómetros a sudoeste do Havai. Na chegada, os astronautas tiveram que preencher um formulário da alfândega, declarando as rochas lunares. A seguir, tiveram que passar por uma quarentena durante mais de duas semanas para evitar o risco de contágio.

Estados Unidos celebram triunfo espacial
Os astronautas foram celebrados como estrelas, como aqui, na Cidade do México, em 23 de Setembro de 1969. Fizeram uma digressão para 24 países em 45 dias. Os EUA queriam enfatizar a sua supremacia espacial e a vitória contra a União Soviética na “corrida à Lua”. Para evitar o risco de uma morte prematura, Amstrong e Aldrin nunca mais tiveram autorização para participar em missões espaciais.

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