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Produção de petróleo bruto baixa 9% em 2018

(DR)

Angop

O volume de petróleo bruto produzido em Angola em 2018 baixou para 539 milhões, 813 mil e 65 barris, comparativamente a 2017 em que a produção se cifrou em 595 milhões 810 e 124 barris – um decréscimo na ordem dos nove por cento.

Em termos de média diária, a produção de petróleo em 2018 ficou em 1,4 milhões de barris contra os 1,6 milhões de do ano anterior.

Contribuíram para o decréscimo da produção, segundo o “Relatório de Gestão e Contas Consolidadas da Sonangol referente a 2018”, a maturidade dos reservatórios, a entrada de novos projectos de desenvolvimento com baixo desempenho e a degradação das instalações de produção, devido a não realização de trabalhos de intervenção nos poços, bem como a falta de perfuração de novos poços por falta de unidades de perfuração nos blocos.

O Bloco 17 foi o que mais contribuiu para a produção total, seguido dos Blocos 0, 15, 15/06 e 31, representando de forma agregada 84,5% da produção de petróleo bruto em Angola.

Em relação às companhias, TOTAL E&P Angola, Sonangol, BP e ESSO arrecadaram no conjunto 74,4% do total de direito de produção de petróleo bruto produzido em Angola.

As companhias petrolíferas estrangeiras em Angola produziram 97,6% do volume total da produção de petróleo bruto em 2018, lideradas pela Total E&P Angola, com 38,3% da produção total, seguida da Chevron com 21,2%, da Esso com 15,9%, da BP com 13%, da ENI com 9,2% e Pluspetrol com 0,1%. Os remanescentes 2,4% correspondem a produção das operadoras nacionais (Sonangol Pesquisa e Produção e Somoil), com 2% e 0,4%, respectivamente.

Em relação a direitos petrolíferos, a Concessionária Nacional Sonangol (na altura) recebeu 135 milhões, 663 mil e 170 barris de petróleo bruto, equivalentes a uma média 371 mil e 680 barris por dia. Comparativamente ao ano anterior registou-se um ligeiro aumento em 1%.

Aqueles direitos adquiridos da Sonangol decorrem da produção de petróleo em águas rasas, representando 18,18% da produção total de Angola, e foi proveniente dos Blocos 0, 2/05, 3/05, 3/05A e 4/05. A produção em águas profundas, representando 71.16% da produção total, foi proveniente dos Blocos 14, 14K, 15, 15/06, 17 e 18.

Àqueles dados, agrega-se também a produção em águas ultra-profundas, representando 9.88% da produção total de Angola, proveniente dos Blocos 31 e 32 e a produção em terra, representando 0,78% da produção total de Angola, proveniente do Bloco Cabinda Sul, das Associações FS e FST e os condensados da fábrica ALNG.

A Sonangol perdeu as competências e atribuições de concessionária, ficando apenas como operadora.

Assume agora as funções de concessionária a Agência Nacional de Petróleos, Gás e Biocombustíveis (ANGP), criada com o objectivo de cuidar da função concessionária.

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