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MINSA preparado para travar propagação do ébola

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou, nesta quinta-feira, em Mbanza Kongo, estarem criadas as condições para se conter “eventual” propagação da febre hemorrágica do ébola no país.

De acordo com a Angop, a avaliação da OMS indica que o risco desta epidemia continuar a espalhar-se na RDC e na região “permanece muito alto”, mas o risco de se expandir para fora dessa região ainda é baixo.

A província do Zaire partilha uma fronteira de 330 quilómetros com a RDC, dos quais 180 quilómetros de fronteira terrestre e 150 de fronteira fluvial (rio Zaire).

Para o efeito, de acordo com Sílvia Lutucuta, que falava à imprensa, foram reforçadas as medidas preventivas e de controlo sanitário nos principais postos fronteiriços com a República Democrática do Congo (RDC), país afectado por esta doença altamente letal e que já vitimou milhares de pessoas desde o seu ressurgimento em 2018.

Lembrou que o surto que atinge o país vizinho é o terceiro, nos últimos anos, pelo que as autoridades sanitárias angolanas há muito que se preparam para fazer face a uma eventual situação de emergência sanitária.

“Temos um intenso movimento de pessoas em ambos os lados da fronteira com a RDC, tanto na fronteira desta província como em outras de Angola com aquele país, pelo que estamos a acompanhar todo esse processo”, vincou.

Recordou terem sido realizadas, em 2018, acções de formação em matéria de controlo sanitário e prevenção do ébola dirigida aos efectivos destacados nos principais postos fronteiriços com a RDC em parceria com o Ministério do Interior.

Refira-se que o director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou na quarta-feira (18) o estado de emergência internacional na República Democrática do Congo (RDC) depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do ébola.

A epidemia já provocou mil e 676 mortos na RDC, país que regista 12 novos casos por dia. Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11 mil e 300 pessoas.

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