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Mena Abrantes lamenta fraca investigação sobre Reino do Kongo

ESCRITOR JOSÉ MENA ABRANTES (FOTO: HENRI CELSO)

Angop

O escritor e dramaturgo angolano, José Mena Abrantes, lamentou nesta quinta-feira, em Luanda, a fraca investigação sobre o Reino do Kongo pelos historiadores nacionais.

Mena Abrantes falava durante o lançamento de duas obras de sua autoria, designadamente, “KIMPA VITA – a Profetisa Ardente” (Teatro) e “FILHO BEM-AMADO DO KONGO: Nsaku Ne Vunda, aliás Dom António Manuel, aliás Marquês de Funesta, aliás “O NEGRITA” (teatro), que retratam situações vividas no então Reino do Kongo.

O escritor disse que os angolanos não levam a sério o trabalho de investigação sobre o Reino do Kongo, pois foi preciso ler a obra de um escritor estrangeiro, Wilffried N’Sondé, se interessou pelo romance, que o traduziu dando origem a peça de teatro “O negrita”.

Acrescentou que há necessidade de os historiadores angolanos aprofundar a organização deste reino no século XVII, pois o momento é este para se dar a conhecer às novas gerações a real situação de uma das civilizações mais organizadas do continente africano.

Por outro lado lamentou a fraca apetência pela leitura de muitos angolanos, salientando que ainda assim continuará a escrever colocando suas ideias em livros.

Editadas pela Mayamba editora, as obras com uma tiragem de dois mil e mil exemplares, respectivamente, estão a ser comercializados a dois mil kwanzas.

Durante o acto foi também posta a disposição do público a obra original do escritor congolês Wilffried N’Sondé “Um Oceano, Dois mares e três continentes”.

Depois do lançamento das obras, o grupo teatral Elinga brindou os presentes com a peça “Kimpa Vita- a Profetisa Ardente”

José Manuel Feio Mena Abrantes nasceu em Malanje, a 11 de Janeiro de 1945. É jornalista e dramaturgo, director e escritor de ficção.

É licenciado em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Exerceu jornalismo desde 1975 com colaboração em vários órgãos de comunicação social angolanos, portugueses, franceses e moçambicanos até se tornar Assessor de Imprensa (1993), mais tarde secretário do Presidente da República para a Comunicação Institucional e Imprensa (2012) e, desde Janeiro de 2018, consultor do Presidente da República.

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