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Huambo lidera mortes por afogamento em cacimbas

BOMBEIROS RESGATAM CADÁVER DE VÍTIMA DE AFOGAMENTO (FOTO: FOTO CEDIDA)

Cerca de 50 a 100 pessoas morrem anualmente por afogamento em cacimbas na província do Huambo, informou hoje, quinta-feira, em Luanda, o Comandante-Adjunto do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, José Horácio da Silva.

Só no primeiro semestre deste ano, avança Angop, a província do Huambo registou com 60 casos. Em 2018 foram 99 mortes por afogamento.

As províncias do Bié, Benguela e Bengo seguem-se nesse lista, pelo que, com vista a mudar esse cenário, o responsável fez saber que está a ser elaborado um programa, actualmente em fase de conclusão, para ser remetido a direcção da Comissão Nacional de Protecção Civil e Bombeiros para a sua efectivação.

O plano visa, principalmente, a redução de mortes, tendo com conta que as cacimbas são, maioritariamente, construídas nos quintais da residências sem a devida protecção (tampa).

Esta informação foi prestada à margem do 1º Seminário Metodológico Nacional dos Órgãos de Resgate e Salvamento, lembrando que, em termos gerais, Luanda lidera a lista de afogamentos, sendo necessário o aumento do número de efectivos para o controlo na orla marítima, assim como mais torres para os salva-vidas.

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) registou 526 mortes na época balnear 2018/2019 em todo país, menos 29 em relação a igual período anterior, de um total de 734 ocorrências diversas (-265).

O seminário, de um dia, tem como objectivo estabelecer uma plataforma padronizada das acções de resposta as ocorrências, com envolvimento e o engajamento das partes interessadas por uma actuação entre vários sectores estratégico, táctico e operacional.

O país regista maior susceptibilidade e perigosidade em relação as ameaças de inundações, secas, calemas, erosão costeira, deslizamento de terra, epidemias, descargas atmosferas e acidentes de viação.

Face a estas questões foi criado um novo regulamento aprovado pelo decreto presidencial nº 185/17 de 11 de Agosto, com um novo paradigma no contexto de atribuições, funcionamento e composição dos seus serviços executivos centrais.

O novo regulamento determina que o então departamento de prestação de serviços a náufragos, ascendeu a categoria de direcção nacional, passando a designar-se Direcção de Resgate e Salvamento.

Este exercício vai ajudar a elaborar os protocolos operacionais baseados na análise e estudo das principais ameaças que tem vindo a realizar com a base de dados, permitindo o desenho de estratégias, políticas e quadros nacionais, para o aumento e melhoria da capacidade de resposta.

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