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Lagarde demite-se do FMI com efeito a 12 de Setembro

Lagarde já tinha renunciado às suas funções de directora-geral do FMI, mas não tinha ainda apresentado demissão do cargo. (Reuters)

Christine Lagarde apresentou a demissão do cargo de directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), com efeito a 12 de Setembro, e o Conselho Executivo aceitou o pedido, elogiando a sua “excepcional” administração e liderança “inovadora e visionária”.

“Reuni-me hoje com o Conselho Executivo e entreguei a minha demissão com efeito a partir de 12 de Setembro de 2019”, informa Christine Lagarde num comunicado, citado pela RTP, que aponta a Lusa como fonte.

Lagarde já tinha renunciado às suas funções de directora-geral do FMI, mas não tinha ainda apresentado demissão do cargo.

“A renúncia das minhas responsabilidades como directora-geral anteriormente anunciada vai continuar em efeito até lá”, indica Lagarde, acrescentando que, “agora, com maior clareza sobre o processo” da sua nomeação para presidente do Banco Central Europeu (BCE) “e o tempo que levará”, tomou a decisão de se demitir no “melhor interesse do Fundo”, uma vez que “acelerará o processo de selecção” do seu sucessor.

Na sua página no Twitter, Christine Lagarde indica que “tem sido um privilégio servir” os 189 países membros do Fundo.

Por seu turno, o Conselho Executivo do FMI indica, numa nota, que com esta decisão de Christine Lagarde irá “iniciar prontamente o processo de selecção do próximo director-geral” e dará mais informações “oportunamente”.

No comunicado, o Conselho Executivo indica também que tem “a máxima confiança” em David Lipton, que permanece como director interino do FMI.

O Conselho Executivo expressa ainda a sua “maior gratidão por tudo” o que Lagarde fez pela instituição, frisando que o “seu legado de feitos deixou uma marca duradoura no Fundo” e acrescentando que, sob a sua direcção, “o Fundo ajudou com sucesso os seus membros a enfrentar um conjunto de desafios complexo e sem precedente, incluindo o impacto da crise financeira global e os seus efeitos”.

“A sua administração tem sido excepcional e estamos gratos pela sua liderança inovadora e visionária”, diz o Conselho Executivo do FMI.

No início do mês, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) chegaram a acordo sobre as nomeações para os cargos institucionais de topo, designando Christine Lagarde para a presidência do BCE, sucedendo ao actual presidente, Mario Draghi, cujo mandato termina em 31 de Outubro.

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