InicioDestaquesDivaldo Martins acusa seguranças de municiar meliantes

Divaldo Martins acusa seguranças de municiar meliantes

Os efectivos das empresas de segurança privadas são os principais fornecedores de armas de fogo aos meliantes, afirmou no sábado o segundo comandante da Polícia Nacional em Luanda.

O comissário Divaldo Martins revelou que vários efectivos das empresas privadas de segurança alugam as armas de fogo aos meliantes para cometimento de crimes, em troca de dinheiro.

Divaldo Martins revelou, no Programa de sábado “10 e 10”, da Rádio Nacional de Angola (RNA), que por esta prática estão a contas com a justiça 49 efectivos de empresas privadas de segurança.

“A detenção destes efectivos de empresas privadas de segurança estão relacionadas com actividades criminais, quer na condição de cúmplices, quer como de autores.“Na condição de cúmplices, estamos a falar daqueles indivíduos que facilitam a prática de crimes, no espaço que ele próprio assegura”, precisou.

Apesar dos relatos que se ouvem, por tudo quanto é canto na capital do país, o comissário garantiu que o índice de criminalidade em Luanda reduziu. Divaldo Martins informou que, no primeiro trimestre de 2019, houve uma redução de crimes, em relação ao mesmo período de 2018, em que foram cometidos mais de seis mil delitos, o que constitui uma redução de quase dois mil crimes comuns, se comparado com o ano passado.

“No território de Luanda foram registados, em termos gerais, 6120 crimes de fórum comum. Tais crimes, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, representa uma diminuição de 1966, ou seja, quer dizer que houve uma redução de crimes”, notou.

Para o activista social Elson de Carvalho, o combate à criminalidade passa pela luta contra a pobreza, o reforço da educação das pessoas e medidas para a redução do consumo de bebidas alcoólicas e de drogas.

“Se quisermos combater o crime, primeiro, temos de educar. Se quisermos combater o crime, primeiro, temos de combater a pobreza, pois, há aqui uma série de elementos que se cruzam e que precisam da intervenção de toda a sociedade”, disse.

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