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Vice dos EUA denuncia crise migratória após visitar centro de detenção

Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, em Junho de 2019 (AFP/Arquivos / RHONA WISE)

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, foi a um centro de imigrantes com excesso de lotação, no Texas, nesta sexta-feira (13), de onde denunciou a crise que está “sobrecarregando” o sistema migratório americano, segundo ele – relatou a imprensa local.

“Não fiquei surpreso pelo que vi. Sabia que veríamos um sistema que está superlotado. Está sobrecarregado, e é por isso que o Congresso tem que agir”, disse Pence à imprensa, citado pela AFP.

Suas declarações foram dadas depois da visita ao posto de McAllen, na fronteira com o México, onde viu 384 homens detidos em precárias condições de superlotação, sem camas, ou colchões, em meio a um odor insuportável.

Os jornalistas que o acompanhavam puderam ficar no local por cerca de um minuto e meio. Segundo os seus relatos, os detidos – que teriam cruzado a fronteira ilegalmente – não tinham espaço suficiente sequer para deitar no chão.

Alguns gritaram para os jornalistas que estão há mais de 40 dias no local, que estão com fome, ou ainda que queriam poder escovar os dentes.

Michael Banks, agente da patrulha fronteiriça em McAllen, disse que ninguém está neste centro há mais de 32 dias, mas reconheceu que muitos estão há 10, ou 20 dias, sem tomar banho. Banks afirmou que recebem três refeições quentes diárias.

“Diante do que vimos hoje aqui, a superlotação deste posto fronteiriço e a crise geral na nossa fronteira, é o Congresso que deve fazer mais”, criticou Pence.

“Essa é uma crise que está a sobrecarregar o nosso sistema”, insistiu.

Ele também acusou os democratas de terem piorado a crise migratória, ao se oporem às iniciativas do presidente Donald Trump para atender ao enorme fluxo de imigrantes que tentam se estabelecer nos Estados Unidos, procedentes, sobretudo, da América Central.

A visita de Pence se deu em meio a vários protestos em diferentes pontos do país contra os centros de detenção de imigrantes, classificados como “campos de concentração” pelos manifestantes.

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