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Andulo e Catabola em festa

Vista parcial da vila do Andulo (DR)

Angop

Os municípios do Andulo e Catabola, província do Bié, celebram hoje (sábado) 48 e 55 anos, respectivamente, desde que foram elevados às categorias de cidade.

Para comemorar as datas, decorrem várias actividades culturais, desportivas, políticas, recreativas, feira gastronómica, exposições de produtos agrícolas, inaugurações de vários empreendimentos, entre outras.

O Andulo, situado a 130 quilómetros a Norte da cidade do Cuito, está limitado a Norte com a província de Malanje, através do rio Cuanza a Sul, com os municípios do Cunhinga e a Leste com Nhârea (Bié), a Sudoeste com os municípios do Mungo e Bailundo (Huambo) e a Noroeste com o Mussende e Kibala (Cuanza Sul), respectivamente.

Tem um relevo cordilheira cuja altitude está acima do nível das águas do mar, com uma rede hidrográfica bastante rica, que oferece condições propícias para o regadio e para a hidroeléctrica.

É caracterizado pelo clima tropical seco com duas estações, a seca, que vai de Maio a Setembro e a chuvosa de Outubro a Abril, as precipitações anuais variam de 1.200 a 1.400 mm.

A população do município é maioritariamente camponesa, dedica-se à cultura de milho, trigo, arroz, tubérculos, ginguba e café arábica.

Produzem também, em pequena escala, o gergelim, feijão manteiga e feijão-frade, citrinos, e rambem se dedicam à criação de gado.

O nome do município teve origem num caçador (Chikolongonjo), hábil diplomata que conseguiu estabelecer grandes amizades com os nativos. A sua morte, devido a uma picada de cobra, provocou grande desgosto à população, o que levou à substituição do nome Chikolongonjo para Ndulo, que na língua local, significa (algo que amarga, ruim, dor).

Ndulo também foi o nome da Embala mais antiga a norte da província do Bié, fundada por Ngola Kiluange, vindo de Pungo Andongo (Malanje). A 13 de Julho de 1971 a vila foi elevada à categoria de cidade.

Segundo a tradição oral, havia no Libolo, numa altura que só o estudo aturado e encontrado na avaliação das gerações (uma geração mais ou menos correspondente a 20/25 anos), um homem chamado Ngonge, pai de quatro filhos varões, Ukungu, Atende, Ndala e Mbomba.

Os quatro irmãos eram exímios caçadores de elefantes, seguindo as pegadas de elefantes chegaram às margens do rio Kutato e tendo-o atravessado, atingiram a área actual do Chivaúlo (Andulo). A origem etnolinguística dos seus habitantes é o Umbundo e o Kimbundo, sendo os primeiros maioritários.

O tempo de guerra levou a movimentações dos povos, quer de fora para dentro do município, situação que levou a existência de nativos do Andulo à outras províncias de Angola e até nos países vizinhos.

A população está estimada em cerca de 234.791 habitantes, dados do último censo realizado em 2014, com uma densidade demográfica de 39 habitantes por Km².

A sua estrutura administrativa é composta por quatro comunas, 27 bairros, 57 povoações, 583 aldeias e 53 Embalas.

Possui grandes recursos naturais e é atravessado por importantes cursos de água das bacias hidrográficas dos rios Kwanza e Cubango. Existem grandes áreas de florestas abertas e outros tipos de vegetação natural.

Existem no muncipio 34 unidades sanitárias, das quais três hospitais, 27 postos de saúde, um centro materno infantil, bem como um centro de tratamento de tuberculose.

Relativamente ao sector da educação, o município tem 171 escolas, 157 do enino primário, 11 do primeiro ciclo do ensino secundário e três do segundo ciclo do ensino secundário.

O município de Catabola, antiga “Nova Sintra” celebra 55 anos de fundação também a 13 de Julho, desde que foi elevada à categoria de vila, em 1964.

Fundada em 1820 por portugueses vindos de Lisboa: Contreiras e Pessoa Guimarães, Eduardo Cachuco, Castelo e Dinis, este último apelidado naquela altura por (Capiniñi), ex-vila de Nova Sintra era assim chamada até o ano de 1975, possui uma superfície de 35.148 quilómetros quadrados.

Habitado por 118. 286 pessoas, Catabola tem quatro comunas: a Chiúca, Caiúera, Sande e Chipeta, sete povoações e 262 aldeias.

O feijão manteiga, com uma colheita estimada em 400 mil toneladas por ano, constititui a bandeira e símbolo da região.

O município de Catabola, que faz fronteira a Leste com o Camacupa e a Nordeste com Cunhinga e Cuito, possui um relevo planáltico que favorece o cultivo de todo o tipo de culturas, partindo desde os cereais às hortícolas, tubérculos e outros.

A região é muito rica em fauna selvagem, com particular destaque para os hipopótamos, elefantes, antílopes, crocodilos, onças, leões e javali, o que poderá constituir um importante atractivo turístico.

Os agricultores baseiam-se, essencialmente na produção em grande escala do milho, feijão, mandioca, soja, batata-doce, café arábica, hortaliças, arroz (poucas quantidades, e outros que influenciam no desenvolvimento da região, e das famílias em particular, sobretudo, desde a entrada da circulação do comboio do Caminho-de-ferro de Benguela (CFB).

Relativamente à cultura (danças tradicionais) todas as tribos têm na Chianda (palhaços masculinos e femininos) denominados Caviulas como a mais apreciada, com predominância nas línguas Umbundu, Nganguela, Chokue, Luimbi, Songo e o Português, a língua oficial que serve de ligação entre os povos.

Hoje, o município de Catabola conta com dois hospitais de referência, dois quais um da igreja Evangélica, reconstruido e apetrechado pelo Governo provincial, sete postos médicos e quatro centros de saúde, bem como 208 estabelecimentos escolares.

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