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Uma em cada cinco crianças na Huíla tem registo – INE

Imagem de arquivo (DR)

Angop

O Instituto Nacional de Estatística (INE) na Huíla revelou hoje (quarta-feira), na cidade do Lubango, que apenas uma em cada cinco crianças menores de cinco anos tem registo civil.

Os dados constam do Boletim de Estatísticas Vitais da província da Huíla referente a um estudo feito entre 2015 e 2016, relativo aos indicadores sobre números de registos de nascimento, óbitos e casamentos.

Entre 2016 e 2017 foram instalados três novos postos de registo de nascimento, sendo dois informatizados e um não informatizado no Centro Materno da Micha, mas ainda assim o número de crianças sem registo é considerável.

O estudo revela que no quadro dos Indicadores Múltiplos de Saúde 2015-2016, a nível nacional 25% das crianças menores de cinco anos estavam registadas, mas na província da Huíla apenas 20%, ou seja, somente uma em cada cinco crianças menores de cinco anos estava registada.

Falando à imprensa, no final da apresentação do boletim, o responsável do INE na Huíla, Sobral Katrapila, referiu que os dados apresentados e analisados na publicação foram recolhidos nas conservatórias da província da Huíla, sendo que em 2015 foram registados um total de 75 mil e 310 nascimentos vivos, 3.222 óbitos e 694 casamentos.

Já em 2016 foram registados 71 mil 179 nascimentos vivos, 2 mil e 678 óbitos e 732 casamentos, sem contar com dados de nascimentos de 2016 referentes aos municípios de Cuvango, Chicomba, Jamba e Chipindo, por não terem sido disponibilizados.

“São informações muito úteis para o Ministério da Justiça, pois permitem saber a taxa de cobertura ou o número de crianças dos zero aos 14 anos registados, pois tem se observado que quando as crianças atingem cinco anos de idade há dificuldades e muita afluência de pais e encarregados de educação por causa do acesso à escola”, disse.

O uso desta informação visa ajudar a melhorar as fracas taxas de cobertura e massificar o registo civil nas maternidades.

O Governo de Angola tem tomado algumas medidas para a melhoria da cobertura do registo de nascimento, com destaque para a instalação de postos de registo de nascimentos vivos nas maternidades e a criação dos SIAC (Serviço Integrado de Apoio ao Cidadão).

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