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Tártaros da Crimeia são detidos após manifestação em Moscovo

Protestos podem ser início de nova ″Primavera Russa″ | Notícias internacionais e análises (DW | 27.03.2017)

Vários tártaros da Crimeia foram detidos nesta quarta-feira após uma manifestação na Praça Vermelha de Moscovo para denunciar a repressão sofrida pela comunidade muçulmana residente na península ucraniana anexada em 2014 pela Rússia.

Segundo avança a Reuters, os manifestantes estenderam faixas e cartazes nos muros do Kremlin com os dizeres “Parem com a repressão”, “Nossos filhos não são terroristas” ou “A luta contra o terrorismo na Crimeia é a luta contra a dissidência”, segundo imagens difundidas pelo canal independente Dojd.

Entre as dezenas de pessoas que se encontravam no local, a grande maioria eram de homens idosos.

A polícia impediu rapidamente o protesto.

Sete manifestantes foram detidos e enviados para a delegacia mais próxima, segundo a ONG OVD-Info, especializada no seguimento de detenções. Consultada pela AFP, a polícia de Moscovo não confirmou essas prisões.

Segundo o canal Dojd, a manifestação estava vinculada ao estudo, na quinta-feira por parte do Tribunal Supremo da Rússia, do recurso apresentado por quatro tártaros a sua condenação por terrorismo a uma sentença entre 9 e 17 anos de prisão por pertencer ao grupo Hizb ut Tahrir.

Os tártaros da Crimeia, comunidade muçulmana na sua maioria oposta à anexação de Crimeia por Moscovo, se encontram sob uma forte pressão por parte das actuais autoridades da península.

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