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“Brexit sem acordo seria catastrófico”. Ursula von der Leyen admite dar mais tempo ao Reino Unido

Ursula von der Leyen (DR)

“Se o Reino Unido precisa de mais tempo, estou de acordo em conceder-lhe mais tempo. Um ‘Brexit’ sem acordo seria catastrófico”, disse a alemã num debate com o grupo dos Verdes no Parlamento Europeu (PE).

De acordo com a Lusa, citada pelo Jornal Económico português, a presidente indigitada da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse-se hoje disposta a dar mais tempo ao Reino Unido para sair da União Europeia (UE), prolongando o atual prazo de 31 de outubro.

“Se o Reino Unido precisa de mais tempo, estou de acordo em conceder-lhe mais tempo. Um ‘Brexit’ sem acordo seria catastrófico”, disse a alemã num debate com o grupo dos Verdes no Parlamento Europeu (PE).

A ainda ministra da Defesa alemã disse também que “a porta da UE está aberta”, mesmo no caso de o Reino Unido decidir revogar o ‘Brexit’.

Horas antes, quando se reuniu com os liberais do grupo Renovar a Europa (RE), Von der Leyen afirmou que gostava que o Reino Unido permanecesse na UE, mas reafirmou aquela que é a posição de sempre da Comissão e do Conselho, que não há margem para qualquer alteração ao acordo de saída negociado entre Londres e Bruxelas.

“O ‘Brexit’ não é o fim, mas o princípio de uma relação futura. É de uma importância decisiva termos uma boa cooperação”, disse.

Ursula von der Leyen tem estado a reunir-se com os principais grupos políticos do PE, em busca do apoio de que necessita para se tornar presidente da Comissão Europeia.

O seu nome foi escolhido pelo Conselho Europeu há uma semana, depois de uma longa maratona negocial, processo que desagradou às famílias políticas sobretudo porque os líderes europeus não respeitaram o modelo dos “candidatos principais”, ou ‘Spitzenkandidat’, que fora introduzido em 2014 e que o Parlamento queria que continuasse a servir para a eleição do presidente da Comissão.

Von der Leyen precisa agora de apoio para vencer a votação agendada para a próxima terça-feira, na qual o seu nome tem de ser aprovado por maioria absoluta dos 751 eurodeputados.

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