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Luanda regista novos casos de desmaios

Depois de terem desmaiado, na sexta-feira, 226 alunos de uma escola da cidade do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, o fenómeno regressou, ontem, à urbanização com o registo de 96 casos, já em três escolas.

Curiosamente, a maioria das vítimas é do sexo feminino, à semelhança dos casos anteriores de desmaio ocorridos na província de Luanda, desde 2009.

Os desmaios de ontem, alguns dos quais registados na escola onde perderam os sentidos na sexta-feira 226 alunos, ocorreram quando passavam poucos minutos das 08h00 da manhã.

As vítimas ficaram desacordadas dentro de salas de aula, nos corredores e pátios das escolas do I e II ciclos Padre Ernesto Rafael (4078) e Padre Inácio Tambu (4073) e no Instituto Médio de Saúde, em actividade no edifício onde também funciona o Centro de Saúde de Referência do Distrito Urbano do Sequele.

As vítimas foram assistidas pela unidade sanitária depois de terem sido transportadas por professores, colegas e por técnicos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Os desmaios ocorreram numa altura em que a maioria das salas estava em aulas. Alunos contactados pelo Jornal de Angola disseram que entraram em pânico quando viram colegas a perder os sentidos.

Carlos Pedro e Salvador Carlos estavam no corredor quando quatro colegas de turma caíram desamparados e saíram a correr à procura de ajuda. “Era horário de aulas e quase ninguém estava nos corredores e no pátio”, contou Carlos Pedro, ainda visivelmente emocionado.

Encarregados de educação de alunos disseram estar “agastados com episódios de desmaios sucessivos” e insistiram na necessidade de as autoridades falarem sobre o que se passa de concreto nas escolas.

“É altura de alguém dar uma explicação sobre o que está a acontecer de concreto”, defendeu José Manuel, fazendo o seguinte desabafo: “se eu tivesse um bom salário tirava a minha filha desta escola pública”.

Uma médica, que falou em nome da direcção clínica, disse que as causas dos desmaios vão ser apuradas depois da conclusão do processo de análises às amostras de sangue e saliva.

“Até ao momento, está confirmado que nada de grave aconteceu aos alunos”, assegurou a médica, acrescentando que, relativamente aos casos de ontem, foram também recolhidas amostras de sangue e saliva para a continuação do processo de análises laboratoriais.

“Os técnicos de saúde estão a fazer a sua parte, daí ser necessário que os de outras áreas, como a Construção Civil, possam dar a sua opinião sobre o material ou coisa parecida utilizada na construção dos complexos escolares”, sugeriu a médica.

Tal como na passada sexta-feira, ontem não se falava de outra coisa na cidade do Sequele, tendo o assunto “desmaio” dominado as conversas nas escolas locais, no próprio Centro de Saúde e no mercado, que está junto à escola.

Medidas de prevenção

Como medida de prevenção, as aulas nas três escolas da cidade do Sequele e a actividade no mercado do Sequele foram suspensas, medida que extensiva às aulas do período da tarde e noite.

O encerramento do mercado foi aproveitado pela direcção para a realização de uma campanha de limpeza e desinfestação.

“A situação não é para menos, porque é uma questão de saúde pública e os encarregados de educação estão preocupados com toda a razão”, reconheceu a técnica de saúde que falou ao Jornal de Angola.

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