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Aliança Democrática reequilibrou o sistema político e passou a haver alternativa, diz Marcelo

O Presidente da República considera que a Aliança Democrática (AD), constituída por PSD, CDS e PPM, que governou entre 1979 e 1983, foi fundamental porque o sistema político se reequilibrou e passou a haver alternativa à direita.

Em declarações à agência Lusa, a propósito dos 40 anos da formação desta coligação, que hoje se assinalam, o chefe de Estado referiu que, nos primeiros anos após a instauração da democracia, “até à AD, apesar do Governo PS com independentes vindos do CDS, havia um sistema político essencialmente de governação à esquerda ou ao centro-esquerda”.

“A AD foi fundamental, porque foi com a AD que se reequilibrou o sistema político português”, afirmou o Presidente da República, reforçando esta ideia: “Com a AD, passou a haver uma alternativa à direita, passou a haver alternativa no sistema político e no sistema partidário português”.

No plano pessoal, lembrou que foi “candidato pela AD a Cascais, à Assembleia Municipal, de que viria a ser presidente”, nas eleições autárquicas de 16 de dezembro de 1979, e que mais tarde “viria a exercer funções governativas no Governo da AD presidido pelo doutor Francisco Pinto Balsemão”, entre 1981 e 1983.

As eleições autárquicas de 1979 realizaram-se duas semanas depois das legislativas intercalares, as primeiras que a AD venceu, com maioria absoluta no parlamento, e que levaram à formação do VI Governo, chefiado por Francisco Sá Carneiro, com Freitas do Amaral como vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros.

Marcelo Rebelo de Sousa fez parte do VIII Governo, o segundo chefiado por Francisco Balsemão, após a morte de Francisco Sá Carneiro, para o qual entrou após um período em que dirigiu o semanário Expresso, para exercer, primeiro, as funções de secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, depois, de ministro dos Assuntos Parlamentares.

“Mas, olhando essencialmente em termos nacionais, ficamos a agradecer à AD o facto de uma Constituição que para ser vivida por todo o país precisava de ser também vivida com a direita, com o centro-direita no poder, ter passado a sê-lo”, acrescentou o Presidente da República.

O chefe de Estado recordou ainda que “viria a tentar reconstituir, já muito tempo depois, uma realidade parecida com a AD, sem a componente dos reformadores que existiu na primeira AD, mas com PSD, CDS e com PPM”, quando foi candidato, derrotado, à presidência da Câmara de Lisboa, nas eleições autárquicas de 17 de dezembro de 1989.

Como presidente do PSD, entre 1996 e 1999, Marcelo Rebelo de Sousa tentou recriar a AD, com o CDS liderado por Paulo Portas, com o nome de Alternativa Democrática, mas o projeto viria a fracassar devido a desentendimentos entre os líderes dos dois partidos, sem chegar a concorrer a eleições.

Questionado sobre o atual estado da direita – com a qual, na sequência das eleições europeias de 26 de maio, manifestou preocupação, identificando uma fragmentação e falta de diálogo -, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Isso aí já não me vou pronunciar”.

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