InicioMundoÁsiaTensão na ONU imune a Trump em solo da Coreia do Norte

Tensão na ONU imune a Trump em solo da Coreia do Norte

Quatro dias depois Donald Trump ter cruzado, por instantes, a linha de demarcação da Península Coreana, tornando-se o primeiro Presidente dos Estados Unidos em exercício a pisar território da Coreia do Norte, a delegação de Pyongyang na ONU acusa Washington de permanecer apostada “em actos hostis”.

Na raiz do mal-estar está uma carta conjunta de norte-americanos e aliados ocidentais a apelar à aplicação efectiva de sanções ao regime.

“O que não pode ser ignorado é o facto de este jogo da carta conjunta ter sido levado a cabo pela missão permanente dos Estados Unidos na ONU, sob instruções do Departamento de Estado, no mesmo dia em que o Presidente Trump propôs a reunião cimeira”, acusa em comunicado a delegação norte-coreana.

Em causa, segundo o braço diplomático do regime de matriz estalinista, está a acusação, por parte da Administração norte-americana, de que a Coreia do Norte violou o teto de importações de petróleo refinado a que está submetida, ao abrigo das sanções internacionais.

Mais concretamente, Pyongyang queixa-se de uma carta de 29 de julho subscrita por Estados Unidos, França, Alemanha e Grã-Bretanha – e enviada a todos os países-membros das Nações Unidas – a instar à implementação das sanções.

De acordo com a RTP, a missão norte-coreana acrescenta que a carta vem atestar uma crescente aposta da Administração Trump “em actos hostis” contra o regime, a contrastar com o gesto protagonizado no passado domingo pelo 45.º Presidente dos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, que teve acesso ao documento citado pelos norte-coreanos, Estados Unidos e aliados exortam ao cumprimento de uma sanção específica – o repatriamento de todos trabalhadores norte-coreanos até 22 de Dezembro deste ano. Mas a carta, detalha a agência, está datada de 27 de Junho e não 29.

Em Junho, durante uma sessão do comité de sanções das Nações Unidas, a diplomacia norte-americana acusou a Coreia do Norte de violar o limite de 500 mil barris anuais para as importações de petróleo, através de transferências marítimas entre navios.

Os Estados Unidos queriam ver travadas todas as remessas de petróleo refinado para o norte da Península Coreana, mas Rússia e China impediram a aplicação imediata da medida.
“Deveras ridículo”

Na sequência do encontro de domingo entre Trump e Jong-un, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, aventou a possibilidade de uma nova ronda de conversações sobre a desnuclearização em julho, “provavelmente nas próximas duas ou três semanas”.

A Coreia do Norte está debaixo de sanções reforçadas desde 2006. As medidas, que visam restringir a capacidade do regime para o desenvolvimento do seu programa nuclear, incluem a proibição de exportações de carvão, ferro, chumbo, têxteis e marisco, além das importações petrolíferas.

“É deveras ridículo que os Estados Unidos continuem a comportar-se como obcecados com as sanções e campanha de pressão contra a República Popular Democrática da Coreia, considerando as sanções uma panaceia para todos os problemas”, acentuou nas últimas horas a missão norte-coreana na ONU.

“Todos os membros da ONU terão de manter a vigilância contra tentativas deliberadas, por parte dos Estados Unidos, para minar a atmosfera pacífica que foi criada na Península Coreana”, adverte, por último, a diplomacia do regime.

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