InicioMundo LusófonoCabo VerdeSão Vicente perdeu metade da sua economia em três anos

São Vicente perdeu metade da sua economia em três anos

O presidente do movimento cívico Sokols 2017 afirmou que a ilha cabo-verdiana de São Vicente perdeu metade da sua economia nos últimos três anos, por causa do “bloqueio governamental”, motivo de mais uma manifestação na sexta-feira, escreve o Mercado que cita a Lusa.

“Não sou economista, não sou de estatísticas, mas pela minha percepção, pelo meu negócio, sou empresário, e pelo que tenho falado com as pessoas, acho que pelo menos 50% da economia de São Vicente morreu nestes últimos três anos”, afirmou Salvador Mascarenhas, presidente do movimento cívico independente Sokols 2017, em entrevista à agência Lusa.

Para o activista, esta e outras são razões “mais do que suficientes” para voltar a convocar os são-vicentinos para saírem à rua na próxima sexta-feira para mais uma manifestação, num dia de feriado em que o país celebra 44 anos da sua independência de Portugal, em 1975.

“É um bocado dramático, mas é verdade. Eu vejo lojas a fecharem, há pessoas que têm lojas e vão-se embora e deixam a loja a outra pessoa, porque já não conseguem viver dessa loja, por exemplo. A situação está terrível, basta sair, passear pelas ruas e perguntar”, insistiu.

Salvador Mascarenhas disse que a manifestação de sexta-feira “tem toda a razão de ser”, porque considera que existem muitos problemas em São Vicente, na região norte e em todo o país.

Denominada de “Por São Vicente, quem cala consente”, o presidente do Sokols disse que o protesto é contra o que diz ser o bloqueio que a ilha e toda a região norte do país estão a sofrer.

“E também contra a desonestidade do Governo. São imensas promessas que têm sido feitas à ilha, e que não têm sido cumpridas, também que os deputados nos representem como deve ser, ou seja queremos que haja mais competência governativa em Cabo Verde”, pediu.

“Há um manifesto bloqueio desta ilha, antes pensava que era teoria da conspiração, mas observando todos os dados é possível constatar que há um certo bloqueio”, insistiu Mascarenhas.

O líder associativo apontou “várias situações”, mas disse que o que salta à vista é o problema dos transportes, com ausência de ligações aéreas pela Cabo Verde Airlines (CVA).

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