Portal de Angola
Informação ao minuto

Advogado acusa procurador e comandante da Polícia de prisões ilegais em esquema de terras

A Polícia Nacional teve destacados cerca de 15 mil agentes em Luanda durante a quadra festiva. (Foto: Quintiliano dos Santos)

VOA | Coque Mukuta

Um advogado angolano acusou o comandante da policia da divisão de Viana e o procurador junto daquela unidade de envolvimento num esquema de detenções ilegais para se apoderarem de terras de camponeses.

Os visados sem gravar entrevista negaram as acusações.

As acusações seguem-se à prisão de 11 pessoas acusadas de associação de malfeitores, prisões essas também denunciadas pela organização não governamental SOS Habitat. Um dos presos, um menor, foi subsequentemente solto.

O advogado dos detidos Jorge de Castro Van-Dúnem disse que as detenções não fazem sentido porque a família envolvidas possui documentos sobre a posse das terras que datam de 1985.

Jorge Van-Dúnem que diz que tudo se deve a um esquema que passa pela detenção de pessoas proprietárias de terra, acusando depois “o comandante Samuel Afonso Makengo (que) está em conluio com o procurador de Viana Luís Bento Júnior”.

“Prendem as pessoas e enquanto você fica preso eles constroem”, disse afirmando que neste caso foi enviado um contingente policial armado para o local que foi vedado.

“Como é que um terreno em litígio é vedado?” interrogou.

Jorge Van-Dúnem, que diz já ter denunciado a referida rede junto do Presidente da Republica, Governo da Província de Luanda, Ministério do Interior e outras entidades e diz temer que com estas invasões arquitectadas por magistrados a população opta por resistência ou desobediência civil por não acreditar mais na justiça.

“Até ao provedor da justiça, ministro da justiça e governador eu já escrevi para dizer que se não pararem com esta rede não sei onde a população vai viver”, disse, acrescentando que“chegaram mesmo a demolir cerca de 30 residências” disse.

A VOA conversou com o Procurador Geral da Republica junto á divisão de Viana Luís Bento Júnior e com o Super-intendente Samuel Afonso Makengo, Comandante interino da Divisão de Viana que além de negarem gravar entrevista negaram também as acusações que recai sobre os mesmos.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »