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Mali: Bornito de Sousa destaca papel de Beye em Angola

VIÚVA DE ALIOUNE BLONDIN BÉYE ENTREGA LIVRO AO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, BORNITO DE SOUSA (FOTO: PEDRO PARENTE)

O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, afirmou, nesta quarta-feira, em Bamako, que o povo angolano nutre “uma grande estima” por Alioune Blondin Beye, pela sua contribuição para o alcance da paz em Angola.

O governante angolano, explica Angop, falava por ocasião do lançamento do livro intitulado “Alioune Blondin Beye e a paz em Angola – um longo rio tumultuoso”, de autoria de Kady Beye, a viúva do político maliano.

O lançamento da obra, que retrata os feitos do antigo representante especial do secretário-geral da ONU em Angola, de 1993 a 26 de Junho de 1998, ocorreu na presença de diversas individualidades, entre as quais o presidente da Assembleia Nacional do Mali, Isaac Sidibé, e a representante adjunta da ONU no Mali, Baranga Gasarabwe.

Dentre as histórias narradas no livro, de 137 páginas, consta a do processo de negociações para a paz em Angola, conduzido por Alioune Blondin Beye, que culminou com a assinatura do Protocolo de Lusaka entre o Governo angolano e a Unita, a 20 de Novembro de 1994, na Zâmbia.

Eugénio Ngolo Manuvakola, subscritor, pela UNITA, dos acordos alcançados sob observação da troika composta pelos Estados Unidos da América, Portugal e Rússia, afirmou que Kady Beye escreveu uma história insubstituível sobre a procura da paz em Angola.

Citando uma passagem do livro, disse: “ Uma família nasceu em Lusaka, reunindo pessoas de várias nacionalidades de vários países do Mundo”.

Ao abordar o conteúdo do livro, Kady Beye afirmou que seguiu de perto os passos do falecido marido para a concretização da paz num país que sofreu uma das mais horrendas guerras civis que a África jamais conheceu, que provocou a morte de mais de um milhão de angolanos.

Alioune Blondin Beye morreu a 26 de Junho de 1998, vítima de acidente aéreo nas imediações de Abidjan, na Côte d’Ivore, durante uma digressão por países africanos, em busca de uma solução para a paz em Angola.

O conflito angolano terminou a quatro de Abril de 2002, após a morte de Jonas Savimbi e a consequente assinatura, no Moxico, do Memorando de Paz, complementar aos acordos de Lusaka, entre o governo e a UNITA.

O vice-presidente regressa a Luanda, após ser recebido em audiência, esta tarde, pelo Presidente do Mali, Boubakar Keyta, com quem ficou de abordar questões de interesse dos dois países.

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