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Há obra bem feita na Huíla

(DR)

O Presidente João Lourenço anunciou ontem, no Lubango, o início da jornada para o “caminho inverso”, com a construção de infra-estruturas integradas nas províncias do interior, para conferir maior qualidade de vida e oportunidade ao interior e descongestionar Luanda.

A jornada já começou a dar passos na Huíla, que ergueu várias infra-estruturas integradas a serem inauguradas hoje pelo Presidente da República, que visita desde ontem a província.

De acordo com o JA, num breve discurso, na sede do Governo Provincial, em resposta às preocupações apresentadas pelo governador Luís da Fonseca Nunes, o Presidente da República lembrou que o Executivo tem vindo a prestar particular atenção à Huila, devido às suas potencialidades. “Temos consciência que se for bem apoiada, pode ir longe”.

“O interior do país, pelas razões que conhecemos, perdeu qualidade de vida. Precisamos de fazer o caminho inverso e é este caminho que começamos a fazer, passando pela província da Huila”, lembrou João Lourenço.

A iniciativa, sublinhou, vai ajudar a descomprimir Luanda, com a criação de melhores condições de trabalho e de vida em outras províncias.

Para o Chefe de Estado, o móbil desta iniciativa é mesmo a de descongestionar Luanda, cujas infra-estruturas atingiram níveis insuportáveis e encontram-se sobrecarregadas em virtude da sobrepovoação da zona urbana e a periferia.

O Presidente da República enfatizou as potencialidades da Huíla, com realce para a produção agro-pecuária, mas deixou claro que “Huíla não é só Lubango”, numa alusão à necessidade de reduzir ou mesmo evitar as assimetrias, aproveitando “a tradição agrícola e pecuária que o povo da região tem”, olhando para a província como um todo.

Relativamente à produção de carne, João Lourenço reconheceu que um dos obstáculos tem sido a falta de matadouros para a transformação da carne em produtos aptos para o consumo.

Sem afastar a possibilidade de intervenção do Executivo neste domínio, o Presidente pediu a intervenção de investidores privados, numa conjugação de esforços.

Centralidade da Quilemba

Na intervenção, testemunhada por membros do Executivo e altos funcionários locais, o Presidente disse que a Centralidade da Quilemba, a ser inaugurada hoje, continua continua desabitada, por falta de serviços básicos como energia e água, mesmo depois da conclusão das obras, em 2014.

Para João Lourenço, estas são condições essenciais para habitabilidade e que por isso ordenou que fossem resolvidas estas questões para que fosse possível torná-la habitável. Assim, com o trabalho realizado no plano da distribuição de energia, água e saneamento básico, resultou a possibilidade de ainda, a partir de amanhã, as habitações serem distribuídas a 800 interessados.

Os outros potenciais habitantes da centralidade devem ocupar as casas à medida que as ligações domiciliares de energia e água forem sendo resolvidas.

“O país se desenvolve, entre outras coisas, com vias de comunicação, água e energia”, disse o Chefe de Estado, atento às preocupações do governador, que falou do défice de energia, que só seria suprido com 160 megawatts face aos 70 megawatts actuais aos quais se juntam a energia das centrais térmicas, cujos consumos, em gasóleo, têm sido muito altos.

João Lourenço lembrou que apesar do alto o consumo de combustíveis para as centrais térmicas, está prevista a instalação de mais duas centrais, anunciando contudo a possibilidade da Huíla receber energia de Laúca. “A energia de Laúca já chega ao Huambo e está aqui ao lado.

Estamos a estudar a possibilidade de construir uma linha de transmissão do Gove, no Huambo, para Matala, na Huila. E porque a Matala já está interligada com o Lubango, a energia de Laúca, com a construção deste pequeno troço de 100 quilómetros de linha de transmissão, traríamos a energia de Laúca à Huila”, anunciou.

Desde que encontremos a engenharia financeira para enquadrar este projecto, acrescentou, não vai levar muito tempo. Procuramos trabalhar com maior velocidade no sentido de resolver este problema. João Lourenço, descontraído, sublinhou não “ser bom elogiar as pessoas porque estraga.

Portanto, não vou elogiar o Senhor governador. Merece, mas não devo, porque senão vou estragar”, disse.

“Apenas dizer que conte connosco. Faça a sua parte e exija que façamos também a nossa parte, pois juntos podemos fazer uma nova Huíla”, concluiu.

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