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Moxico: Madeireiros querem apoio do governo para certificação da madeira

MOXICO: EXPLORADORES DA MADEIRA QUEREM APOIO DO GOVERNO (FOTO: KINDA KYUNGU)

Os exploradores da madeira das províncias do Moxico, Luanda, Uíge, Cabinda, Huambo, Bié, Lunda Sul, Cuando Cubango e Cunene solicitaram apoio do governo neste sábado, no Luena, para certificação internacional da madeira produzida no país.

Os técnicos do sector da madeira que falavam a imprensa, após o encerramento do II Workshop de Formação sobre Revisão Nacional de Exportações Verdes (NGER), realizado no Luena, explica Angop, foram unânimes em dizer que a certificação internacional da madeira irá dar valor comercial ao produto, e com isto, dará rendimento financeiro para o país.

O vice-presidente do núcleo da Associação Nacional dos Industriais e Madeireiros de Angola (ANIMA), no Uíge, Armando José, afirmou que a certificação internacional da madeira criará valores sustentáveis dentro dos mercados internacionais.

Referiu que para a concretização deste processo é necessário o auxílio do governo, uma iniciativa que dará maior credibilidade e aceitação da madeira do país, de forma a conquistar outros mercados, para além da China.

Caracterizou a província do Uíge como um potencial forte em termos de florestas naturais tropicais húmidas, onde abunda espécies diferentes do “mussivi”, apresentando altos valores comerciais no mercado internacional.

Já o secretário-geral do núcleo da ANIMA no Cuando Cubango, Araldino Chiambo, disse que a actividade de exploração bem administrada gere grandes contribuições na Conta Única do Tesouro (CUT), que repercute na vida económica e social do país.

Insistiu que no Cuando Cubango, a actividade de exploração de madeira é realizada em grande escala e as suas florestas possuem várias espécies, sobretudo a “mussivi”.

A empresária Ana Paula Mateus, oriunda do Cunene, disse que a certificação internacional da madeira vai permitir exportar e validar, significativamente, o produto e torna o sector mais abrangente, em termo de procura.

Por seu turno, o secretário-geral do núcleo da ANIMA no Moxico, Dimas Bravante, augura que o governo através das suas representações, o Ministério da Agricultura e Florestas e o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), acabem a burocracia a legalização da exploração da madeira.

Em cinco dias, os participantes abordaram temas como “Oficina participativa para mapeamento de incentivos e barreiras locais”, “Mel e madeira em Angola”, “Políticas de fomento”, “Exportação de mel e da madeira”, “Produtos verdes, mudanças climáticas” e “Estratégias para a agregação de valor”.

A acção formativa foi promovida pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) e a União Europeia (EU).

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