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MINSA e OMS aprovam estratégia para saúde mental

CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO DA OFICINA SOBRE ESTRATÉGIA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL (FOTO: NELSON MALAMBA)

A Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e outras drogas, instrumento que permitira Angola reforçar a abordagem de forma holística, para a melhoria da situação mental no país, foi aprovada, nesta sexta-feira, em Luanda, durante o encerramento da Oficina realizada pelo Ministério da Saúde (MINSA) e Organização Mundial da Saúde (OMS)

De acordo com Angop, dados oficiais indicam que, em 2018, foram registados 31.619 casos de pessoas com transtornos mentais, incluindo depressão, transtorno afectivo bipolar, esquizofrenia, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento.

O documento permitira ainda definir as linhas orientadoras de acção e intervenção conjunta, promovendo a coordenação e parceria estratégica entre os diferentes actores sociais e a melhoria da mobilização de recursos.

De acordo com a representante em exercício da OMS, Fernanda Alves, Angola estará em condições de garantir o bem-estar mental, prevenção das perturbações mentais, prestação dos cuidados e tratamento em tempo real, melhoria de recuperação e redução da mortalidade, mobilidade e incapacidade das pessoas com estas patologias.

Para que a estratégia tenha o resultado desejado, é necessário garantir a sua ampla divulgação, coordenação das iniciativas intersectoriais, mobilização e alocação de recursos e a parceria com organizações da sociedade civil, grupos juvenis e religiosos, autoridades tradicionais, família, dentre outros.

De outro modo, frisou, arrisca-se em desperdiçar a oportunidade de melhorar a situação de saúde mental em Angola, com consequências graves a nível da saúde das populações, perda de recursos financeiros e temporal, investido durante o processo de definição e validação da estratégia de saúde mental.

Por seu turno, o secretário de Estado da Saúde para área hospitalar, Leonardo Inocêncio, exortou a continuidade a capacidade de concepção de documentos eficazes, cujos resultados são abonatórios para dada materialização.

Para o responsável, é importante que trabalhos conjuntos como o da Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e outras drogas tragam benefícios céleres no que tange a área psicossocial e espiritual.

Para responder adequadamente a estes desafios, MINSA realizou de quarta-feira até sexta-feira a oficina de consenso e validação da Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e Outras Drogas, com a participação de 40 especialistas.

A saúde mental tem um impacto crítico no desenvolvimento económico e no bem-estar das pessoas, todavia os sistemas de saúde continuam a não responder adequadamente ao fardo das perturbações mentais.

Cerca de 76 a 85 por cento de pessoas com perturbações mentais nos países de rendimento baixo e médio não recebem tratamento, enquanto 35 por cento a 50%, nos países de rendimento elevado, encontram-se na mesma situação.

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