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Agentes da Polícia acusados de espancar cidadão até a morte

Imagem ilustrativa. (DR)

Francisco Capingãla foi detido na Quinta-feira e, supostamente, espancado por agentes da Polícia, na 4ª Esquadra do município do Lobito. Falecendo no Sábado, 15 de Junho, a autópsia confirmou que a causa da morte foram “lesões traumáticas, por agressão física”.

Segundo OPAÍS, na manhã de Sábado, Francisco Capingãla sucumbiu, não resistindo aos ferimentos sofridos. Alegadamente, foi vítima de espancamento policial após detenção ocorrida na passada Quinta-feira, devido a uma obra em atraso, pela qual não era responsável.

Residente no município do Lobito há cerca de 4 anos, o jovem foi carpinteiro, trabalhando por contrato para tentar enfrentar a crise, sendo a sua vida tomada quando tinha apenas 36 anos de idade.

E, foi justamente o trabalho que o levou à morte pois, segundo a família enlutada, porque uma obra estava atrasada, o proprietário terá chamado a polícia para prender o carpinteiro, ao invés do seu patrão.

De acordo com os irmãos do malogrado, que dizem ter sido “assassinado” pelos oficiais da 4ª Esquadra do Lobito, este caso revela abuso evidente das forças policiais que têm o dever de proteger os cidadãos. A autópsia confirmou que a vítima morreu em consequência da gravidade dos ferimentos infringidos por um “objecto contundente”, gerando “lesões traumáticas no crânio”.

Agora, falta apurar os responsáveis e puni-los, face à Lei. O super-intendente Francisco Tchango declarou nesta tarde, à TV Zimbo, que o Comando Provincial tomou conhecimento do caso apenas hoje, Quarta-feira, 19 de Junho e, estão a trabalhar para “averiguar” os factos.

Inconformados com a brutalidade que sofreu Francisco, os familiares esperam que a Lei seja aplicada, lamentando nada poderem fazer para o trazer de volta mas, esperam que tal acto jamais se repita, a qualquer cidadão.

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