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Matadouro procura mercado para 350 toneladas de carne

OS PORCOS SÃO OS PRINCIPAIS ALVOS DA PESTE SUÍNA NA HUÍLA (DR)

Cerca de 350 toneladas de carne suína estão actualmente em stock num matadouro industrial do Porto Amboim, Cuanza-Sul, por falta de mercado naquela província, soube o Jornal de Angola do administrador da Fazenda agropecuária Santo António, gestora do empreendimento.

José Alexandre lamentou esta evolução do negócio que absorveu investimentos adicionais de 300 mil dólares na reabilitação da unidade industrial, nomeadamente do sistema de frio e linha de abate dos animais, depois de uma longa paralisação de seis anos.

“Fizemos um investimento de cerca de 300 mil dólares nesse matadouro, mas, devido ao elevado grau de degradação, os investimentos são contínuos”, explicou José Alexandre, indicando que a estratégia da fazenda é elevar a produção do abate de 1 600 suínos e cem bovinos por mês, para cobrir a procura de carne no país.

A Fazenda Santo António tem em reprodução 790 fêmeas suínas para o matadouro de Porto Amboim, o que resulta numa oferta anual de 1 760 toneladas de carne nacional, bem como mais de mil bovinos em engorda e 200 outros para criação, estando disponível para receber animais de criadores de outras regiões interessados em agregar valor ao seu produto.

No matadouro, assegurou José Alexandre, os animais são abatidos em condições higiénicas, o que resulta numa carne com boa apresentação para o consumo e numa procura de detentores de gado para abate em condições adequadas.

“Eles (empresários) estão extremamente interessados em abater no matadouro, pois sabem que vão ter um produto embalado em vácuo, em caixas, e que pode competir com qualquer produto no mercado internacional”, sublinhou José Alexandre.

“Infelizmente, a fazenda está a enfrentar dificuldades enormes para a comercialização de carne, porque as pessoas devem ter outros mecanismos e meios para aquisição”, lamentou, apontando como parte desse problema as importações.

Entretanto, ressalvou, o matadouro consegue comercializar uma parte reduzida da produção em superfícies comerciais de Luanda como das redes de supermercados Kandando e Loja dos Frescos, bem como talhos.

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