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Executivo quer tecnologia a favor da boa governação

Participantes do Fórum Angotic 2019 (FOTO: PEDRO PARENTE)

Angop

O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, disse ontem, em Luanda, que o Executivo está interessado em transformar as tecnologias de informação e comunicação em ferramentas indispensáveis à boa governação e ao bem-estar económico e social do cidadão.

Ao discursar na abertura do Fórum e Exportação Global de Tecnologia de Informação e Comunicação (Angotic 2019), que termina quinta-feira, defendeu que se impõe, cada vez mais, a aplicação das novas tecnologias de informação em todos os sectores da vida.

Sublinhou o interesse de acelerar o mercado único digital de África, a melhoria do ambiente de negócios, a modernização tecnológica dos serviços públicos e a massificação e inclusão digital.

Bornito de Sousa frisou que prosseguirão os investimentos em projectos estruturantes, como os da criação da indústria e do mercado de teledifusão, de infra-estruturas de banda larga, assentes em fibra óptica, e de transmissão por satélite e por cabos submarinos.

Referiu-se à inauguração, em Abril último, do Sistema de Cabos Submarinos do Sul (SACS), que vai ligar Luanda a Fortaleza (Brasil) e daí a Miami (Estados Unidos de América), para a melhoria das comunicações nacionais e com o resto do mundo.

Falou, ainda, do interesse na promoção do desenvolvimento sustentável dos serviços de telecomunicações de uso público e a formulação das linhas orientadoras, que permitam, a médio e longo prazos, satisfazer as necessidades básicas das populações, das empresas e dos demais utilizadores.

Apontou como meta vencer o desafio da transformação digital, no âmbito da Quarta Revolução Industrial, como um elemento catalisador do desenvolvimento económico, em harmonia com os países da África Austral e Central e com o mundo, em geral.

Declarou que, fruto dos investimentos públicos e privados, Angola já se destaca no contexto da África subsahariana, com infra-estruturas de telecomunicações que vêm crescendo em termos de cobertura nacional e qualidade, capazes de se constituírem num relevante suporte para o mercado único digital, em conformidade com a Agenda 2063 da União Africana.

Para o vice-presidente, Angola está consciente dos desafios que ainda tem de vencer na luta contra a pobreza, bem como do efeito multiplicador que os investimentos nas TIC’s produzem na economia de qualquer país.

Lembrou que o SEPE (Portal dos Serviços Públicos Electrónicos), ferramenta integradora para a disponibilização de serviços públicos on-line, foi criado com o objectivo de alcançar a modernização administrativa e identificar soluções que visam desburocratizar o acesso aos serviços públicos.

Adiantou que prossegue a atenção à criação de parques tecnológicos, no âmbito da capacitação dos recursos humanos, do desenvolvimento intelectual e científico, da transferência de tecnologia e do saber, da operacionalização da rede de mediatecas, da massificação do uso da Internet nas escolas e pontos públicos e das iniciativas do sector empresarial privado.

Disse constituir preocupação permanente do Governo angolano assegurar a existência de um ambiente legislativo e de infra-estruturas de cibersegurança que salvaguardem a correcta observância dos requisitos da protecção dos sistemas de informação e dos dados públicos e privados.

Aconselha as instituições que operam as tecnologias de informação e comunicação para a sensibilização dos usuários sobre os riscos das ferramentas tecnológicas e interactivas e das redes sociais, sobretudo, de crianças e adolescentes.

Considera necessário perspectivar-se o surgimento de outros actores no mercado das TIC’s, o que espera venha a acontecer com a emissão de mais uma licença para uma nova operadora, com o título global unificado, em função do concurso que está a decorrer, assim como com a privatização de parte do capital da Angola Telecom.

Defendeu a oferta dos serviços das TIC’s a todos os cidadãos e a integração de redes com qualidade e a preços acessíveis.

Saudou os esforços de desenvolvimento da indústria das TIC’s, em Angola e no continente africano, e da renovação do impulso, pela excelência, no uso das novas tecnologias, em benefício dos povos, empresas e da sociedade, em geral.

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