Ensa
Portal de Angola
Informação ao minuto

Angola e os EUA retomam acordo sobre comércio

25 anos após estabelecimento de relações diplomáticas Washington e Luanda dão prioridade a "parceria estratégica" (DR)

O governo norte-americano está a rever o processo do Acordo Quadro sobre Comércio e Investimento com Angola, no âmbito das novas politicas da Administração Donald Trump, apurou esta terça-feira a Angop de fonte oficial, em Maputo (Moçambique).

Neste âmbito, representantes dos EUA para o Comércio em África e do Departamento do Comércio da embaixada deste país em Angola e em Moçambique reuniram esta terça-feira, em Maputo (Moçambique), com parte da delegação de Angola que participa na 12ª cimeira empresarial EUA-África, que decorre na capital moçambicana.

No encontro foram anunciados pela representante assistente do comércio dos EUA para África, Constance Hamilton, alguns projectos prioritários como energia, comércio e bens agrícolas, entre outros, como parte do novo pacote que vai ser elaborado no âmbito deste acordo que existe deste 2009.

Durante a reunião, que por parte de Angola foi representado pelo secretário de estado da indústria, Ivan do Prado, as partes acordaram rever o plano de acções deste acordo que foi estabelecido em Janeiro deste ano, cuja resposta ainda é aguardada pelo Governo angolano.

O referido plano, de acordo com o director do gabinete do intercâmbio do comércio, Rui Livramento, contem acções prioritárias em termos de assistência técnica, identificação de projectos para investimento norte-americano em Angola e possibilidade de investimento angolano nos EUA.

Além desse plano, Angola tem ainda por explorar o acordo do AGOA – Lei de Investimento e Oportunidades para África, cuja prazo de validade termina em 2025.

A iniciativa do governo norte-americano prevê a promoção da compatibilidade dos produtos africanos no mercado internacional.

Neste encontro foi também discutido a questão do programa de apoio à produção, exportações e substituição das importações (Prodesi), uma iniciativa que escolhe 54 produtos que compõem a cesta básica, cuja produção efectuada em Angola.

Tudo indica que a iniciativa não foi bem vista pelos comerciantes dos EUA, que entendem que a mesma vem proibir a importação de bens para Angola, o que poderá criar um barreira nas relações comerciais entre os dois países.

O secretário da Indústria de Angola, Ivan do Prado deixou claro no encontro com os americanos, que o programa já em vigor, há cerca de dois meses, não proíbe a importação de bens e serviços, mas sim controla o fluxo das importações, tendo em conta o peso que exerce na balança cambial e de pagamentos, além da necessidade da produção nacional.

“Não proibimos a importação de nenhum produto. Vamos consumir o que produzimos e a diferença em falta será importada”, afirmou Ivan do Prado, que aproveitou o momento para solicitar o governo norte-americano no sentido de incentivar empresários a investirem em Angola em áreas chave que promovem o desenvolvimento da produção nacional.

Mesmo assim, à assistente do comércio dos EUA para África solicitou o governo de Angola a notificar a Organização do Comércio (OMC) em torno desta medida.

O Ministério do Comércio de Angola, como ponto focal da OMC, garantiu trabalhar com o secretariado deste organismo internacional, para notificar as mudanças feitas.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »