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Turquia detém 28 e procura 140 suspeitos de envolvimento no golpe falhado

Erdogan, presidente da Turquia (DR)

As autoridades turcas detiveram 28 pessoas e procuram outras 140 no âmbito das diversas investigações relacionadas com os apoiantes do movimento gulenista, acusado de ter fomentado o fracassado golpe de 2016, noticia hoje a agência estatal Anadolu, escreve o JN que cita a Lusa.

Os procuradores de Esmirna (oeste) e Koyna (centro) emitiram mandados de captura contra 65 e 63 membros das Forças Armadas turcas, respetivamente, diz a Anadolu, acrescentando que 22 civis também são procurados.

Em paralelo, o procurador de Ancara anunciou em comunicado ter pedido a detenção de 18 pessoas, incluindo dois antigos funcionários do ministério dos Negócios Estrangeiros, oito atuais empregados, quatro antigos trabalhadores do ministério da Saúde e quatro envolvidos no setor privado da Saúde.

No total, foram detidas 28 pessoas até ao final da manhã. São todos suspeitos de ligações com o movimento do predicador Fethullah Gülen, qualificado de “grupo terrorista” por Ancara.

Gülen, instalado nos Estados Unidos desde 1999, é acusado pelo Presidente Erdogan de ser o mentor da tentativa de golpe de Estado de julho de 2016, que provocou cerca de 250 mortos e alguns milhares de feridos. O predicador tem negado todas as acusações, e o pedido de extradição emitido por Ancara ainda não foi atendido pelas autoridades norte-americanas.

Após a derrota do golpe, os responsáveis turcos desencadearam uma perseguição sem tréguas aos suspeitos de envolvimento e promoveram purgas de uma amplitude sem precedente nas décadas mais recentes.

Mais de 50.000 pessoas foram detidas e cerca de 140.000 despedidas ou suspensas.

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