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Incumprimento de normas acelerou incêndio nos Correios

BOMBEIROS INTERVINDO NO COMBATE A UM INCÊNDIO (ARQUIVO) (FOTO: HENRI CELSO)

O incumprimento das normas de segurança contra incêndios facilitou a rápida propagação da combustão de grandes proporções que danificou, na segunda-feira, o armazém nos Correios, no município do Kilamba Kiaxi, em Luanda.

Entre as normas específicas de segurança contra incêndios, os bombeiros depararam-se com a falta de condições no exterior do estabelecimento, isolamento, de evacuação, equipamentos de sistema de segurança e auto protecção.

O incêndio, que teve início em um armazém com vários cómodos para depósito de peças de automóveis, no mercado dos Correios, estendeu-se para as zonas circunvizinhas, atingindo outras três lojas.

De acordo com o porta-voz do Serviço Nacional de protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Minguês, em declarações à Angop, a inexistência destas condições dificultou a penetração dos agentes para a extinção de incêndio com rapidez e eficácia, permitindo a rápida propagação das chamas.

Apontou, por outro lado, a obstrução de vias de acesso, peças mal armazenadas e a localização do armazém entre as moradias, como os constrangimentos constatados.

Supostamente causado por um curto-circuito, o incêndio durou mais de três horas e foi extinto por mais de 20 bombeiros dos quartéis Central e do Kilamba Kiaxi apoiados por duas viaturas.

O administrador para a Área Técnica e Infra-estruturas do distrito do Golfe, Enio dos Santos, considerou que os armazéns, que antes eram residências, foram construídos sem o cumprimento de padrões técnicos.

Disse que a Administração Local tem trabalhado com proprietários de armazéns de venda de peça de automóveis para a prevenção de incêndios.

Testemunhas afirmaram que o incêndio, que começou por volta das 14 horas, começou em um armazém e propagou-se rapidamente para outros.

Segundo as testemunhas, grande parte dos armazéns eram residências e não possuem as condições necessárias para o exercício do comércio.

Quando convocados pela comissão de moradores para encontros de sensibilização sobre prevenção de incêndios, os proprietários não aparecem, alegando falta de tempo, lamentaram as testemunhas.

O mercado dos Correios existente há mais de 30 anos era tido como um dos maiores, no país, na venda de peças de automóveis, muitos de proveniência duvidosa, mas foi reestruturada no âmbito da Operação Resgate realizado no ano passado.

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