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Huíla: Faculdade de Medicina ganha nova estrutura

A nova infra-estrutura da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN), localizada na Centralidade da Quilemba, no Lubango, acolhe desde sexta-feira os serviços administrativos, devendo albergar os estudantes no próximo ano académico.

Após obras de conclusão que duraram três anos, escreve Angop, o acto de inauguração da estrutura está previsto para o próximo dia 24. Até hoje, a faculdade de medicina funcionou em estruturas emprestadas pela congénere de direito, nas instalações da UMN.

A infra-estrutura contempla área administrativa, refeitório, ginásio, campos para a prática de desporto, biblioteca, um edifício académico com 48 compartimentos, entre salas de aula, laboratórios e outros espaços adicionais concebidos para apoio administrativo.

A obra iniciada em 2013 e concluída em 2016, não estava funcional devido a falta de mobiliário, segundo a decana da faculdade, Ana Gerardo.

A responsável que falava durante uma visita efectuada ao local, que prevê ser inaugurado dia 24 do corrente, disse que com a estrutura vão concentrar todo o ensino do ponto de vista de competências infra-estruturais, albergando todas as áreas funcionais da faculdade no local.

“Estamos a ter acesso as instalações com meios de apoio e isso vai ajudar muito e descomprimir as limitações que tínhamos de funcionamento do ponto de vista de trabalho”, declarou.

Salientou que o ensino é um processo e não podem deixar de ter a preocupação permanente de formar com qualidade, o que passa por uma série de requisitos necessários, como infra-estruturas, docentes, quer na quantidade e qualificação dos mesmos.

Com o acesso as novas instalações, referiu que vão de maneira progressiva adicionando melhores condições e procurar aumentar os números actuais para permitir com as condições adequadas, assim como obter maior quantidade de estudantes a acederem a instituição, sem perder a qualidade.

Actualmente disse que a faculdade funciona em condições impróprias, instalações que são insuficientes do ponto de vista de capacidade necessária para os desafios, volume de trabalho e quantidade de estudantes, principalmente funciona em infra-estruturas dispersas, sendo que iniciaram as actividades lectivas no edifício UMN com seis salas em 2009.

Detalhou que o projecto foi evoluindo pois, deixou de ser suficiente,tendo em 2010 recebido salas cedidas no Hospital Central do Lubango para o asseguramento parcial de aulas teóricas, mas com o aumento de estudantes passaram a ter alguns em ciclo clínico, o que obrigou a busca de soluções, fazendo com que ficassem com umas instalações de uma escola primária no bairro Benfica.

“Entramos numa situação de ruptura em relação as condições instaladas e as necessidades de funcionamento que sempre desejou ser o mais alinhado para uma perspectiva de trabalho. É um processo e as adaptações que se impuseram em cada momento foram feitas”, acrescentou.

A Faculdade de Medicina matriculou no ano em curso, 561 estudantes, actualmente conta com 558, do primeiro ao sexto ano, assegurados por 43 docentes de nacionalidades cubana e angolana.

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