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Huíla: além da seca, surtos de meningite, malária e sarna ameaçam população

RFI | Isabel Pinto Machado

A província da Huíla no sul de Angola, para além da seca crónica que este ano já causou a morte de milhares de cabeças de gado, vê-se a braços com uma grave situação sanitária, com registo de surtos de meningite, malária e sarna.

A província da Huíla no sul de Angola, para além da seca crónica que este ano já causou a morte de milhares de cabeças de gado, vê-se a braços com uma grave situação sanitária, com registo de surtos de meningite com 49 casos notificados entre Janeiro e Maio e que já causou a morte de 20 crianças, paludismo com pelo menos 30 mortos desde Maio e 400.000 notificações em 2019 e sarna, que desde 2018 afectou 57 mil pessoas.

Os municípios mais afectados são Quilengues, Humpata, Lubango e Caluquembe.

A dra. Luciana Guimarães directora do gabinete provincial de saúde na Huíla minimiza estes dados, considerando que os “surtos não são alarmantes”, mas ressalva que está a ser feita uma “abordagem multisectorial do problema”.

Ela afirma ainda entre outros que com esta “abordagem multisectorial, neste momento a gente já pode dizer que temos um novo paradigma na abordagem da saúde, que podem ser ou não surtos no campo da saúde”.

Quanto aos dados segundo os quais 600.000 pessoas na província da Huíla estarem afectadas por estas três patologias a dra. Luciana Guimarães considera que a “província da Huíla é muito vasta, tem 14 municípios…e fica difícil julgar com números brutos”, dado que cada município tem as suas particularidades, mas segundo a directora provincial de saúde “a boa notícia é que nós agora temos notificação, temos vigilância epidemiológica, enfim, existem os números e estão a ser declarados, que é o seu objectivo, é para combatê-los”.

Noutro teor e segundo o Jornal de Angola o HIV-SIDA causou em 2018 na província da Huíla 376 mortes, entre as quais 227 mulheres e sobretudo nas faixas etárias entre os 15 e 49 anos de idade, o que representa mais 47 óbitos em relação a 2017.

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