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Huambo: Crianças querem melhoria do sistema de ensino das línguas nacionais

Sala de aulas superlotada na província da Lunda Sul (DR)

As crianças do município da Caála, província do Huambo, defenderam hoje, sexta-feira, nesta municipalidade, o melhoramento e a expansão do sistema de ensino das línguas nacionais, no âmbito da revitalização da cultura nacional, com aprendizagem etnolinguística nas escolas.

Segundo os petizes, numa mensagem apresentada no acto municipal antecipado do Dia da Criança Africana, assinalar-se no próximo dia 16, diz Angop, é necessário adoptar os métodos à nova realidade do sistema de ensino/aprendizagem, para estimular o processo de comunicação entre o professor e o aluno.

O ensino da língua nacional umbundo nas escolas públicas do município da Caála abrangeu, este ano, 491 alunos do ensino primário, dos 115 mil e 223 matriculados do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário.

Na ocasião, as crianças solicitaram igualmente a construção de escolas nas comunidades mais afastadas da cidade da Caála, 23 quilómetros da sede da província, como forma de combater o analfabetismo e reduzir as assimetrias.

Em resposta, a administradora municipal adjunta para área Política, Social e das Comunidades, Umbelina Maria, reafirmou o compromisso das autoridades locais na materialização dos 11 compromissos de protecção à criança, através, dentre outros direitos, da prestação de um ensino de qualidade.

Apelou aos pais e encarregados de educação a estarem mais engajados no processo educativo das crianças, para a formação da sua personalidade, de modo a que, quando crescidas, possam dar continuidade com o crescimento do país.

Todos os anos, a 16 de Junho, é comemorado o Dia da Criança Africana, em memória às crianças negras do Sweto (África do Sul) que, nesta data, em 1976, saíram à rua para protestar a falta de qualidade no ensino a que tinham acesso e reivindicar o direito de aprender na sua própria língua.

Em memória às crianças mortas e dos manifestantes que com elas protestaram e também para chamar atenção à situação actual dos petizes no continente “berço da humanidade”, a Organização da União Africana (OUA) instituiu, em Addis Abeba, Etiópia, em 1991, o 16 de Junho como Dia da Criança Africana.

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