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Trump diz que progresso em negociação com México não é suficiente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que o México pretende 'chegar a um acordo' sobre o controlo de emigrantes para evitar a adopção de tarifas. (POOL/AFP / Jeff J Mitchell)

Donald Trump declarou nesta quarta-feira que ocorreram avanços na negociação com o México, mas que tal progresso não é suficiente, e destacou o alto número de migrantes detidos na fronteira, no momento em que Washington ameaça aplicar tarifas ao vizinho para tentar deter o fluxo migratório.

“O diálogo migratório na Casa Branca com os representantes do México terminou hoje. Houve avanços, mas não o suficiente. As detenções na fronteira em maio atingiram 133.000 devido ao fato de que o México e os democratas no Congresso se negam a conceder o orçamento para uma reforma da imigração”, escreveu Trump no Twitter, citado pela AFP.

Segundo o presidente, a negociação prosseguirá nesta quinta-feira – entre o vice-presidente Mike Pence e o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard – sob a premissa de que “se não houver acordo, o aumento de 5% nas tarifas começará a ser aplicado na segunda-feira, com um aumento mensal seguindo um calendário”.

Ebrard declarou que seu país reconhece a dificuldade da situação na fronteira com os Estados Unidos, onde nos últimos meses chegaram milhares de emigrantes.

“O ponto de partida é que as duas partes reconhecem que a situação actual não pode permanecer como está”, disse Ebrard aos jornalistas ao final da reunião.

“Analisamos os relatórios e os números e, efectivamente, os fluxos (de emigrantes) estão a crescer muito”, admitiu Ebrard.

“É preciso adoptar medidas e não apenas imediatas, e não apenas punitivas, para que isto tenha uma solução possível (…), mas não é tão fácil”, declarou Ebrard, que permanece “optimista” sobre o resultado das negociações.

Consultado sobre a possibilidade de que as tarifas sejam aplicadas antes de se chegar a um acordo, Ebrard destacou que o México espera que isto não ocorra devido ao “custo” que representaria para os dois países.

“Temos que esgotar o diálogo na tentativa de que não haja um efeito económico na próxima semana”.

Nesta quarta-feira, Pence publicou um gráfico do Bureau de Alfândegas e Protecção da Fronteira (CBP em inglês) que revela que o número de imigrantes ilegais em maio triplicou em relação ao mesmo mês de 2018.

A patrulha de fronteira informou que o ritmo de chegada de imigrantes ilegais – 677.000 desde outubro – é o mais alto desde 2006.

“O presidente já deixou claro que o México precisa fazer mais”, disse Pence, que se reuniu na Casa Branca com Ebrard, o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, e o secretário de Segurança Interna, Kevin McAleenan.

Militares e policiais mexicanos detiveram nesta quarta-feira uma caravana com cerca de 1.200 emigrantes procedentes da Guatemala na altura da localidade de Metapa de Domínguez, no estado de Chiapas.

Defensores dos direitos humanos que acompanhavam a caravana disseram à AFP que mais de 100 agentes – entre policiais e membros da recém-criada Guarda Nacional – bloquearam a estrada para deter os emigrantes.

O bloqueio provocou incidentes e segundo o Instituto Nacional de Migração (INM), os agentes detiveram 420 emigrantes.

Os emigrantes foram levados em vários autocarros para a “Estação Migratória Século XXI, em Tapachula, Chiapas, onde passarão pelo procedimento administrativo correspondente e, se for o caso, conduzidos de volta aos seus países”, informou o INM.

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