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Oposição acusa Governo de Joana Lina de intolerância política

O País

A denúncia foi tornada pública, na última semana, pelo maior partido da Oposição, UNITA, e pelo PRS, que dizem estar preocupados com o ressurgimento de casos de intolerância política.

Após a abertura deste novo ciclo político de governação, os casos de intolerância política no interior de Angola haviam reduzido consideravelmente, apontam políticos na Oposição.

Mas, entretanto, nos últimos dois meses, em algumas regiões, sobretudo da província do Huambo, tem estado a registar-se, novamente, casos de intolerância política envolvendo militantes de partidos da Oposição e do MPLA. A UNITA considera desnecessárias tais atitudes no actual contexto político que o país atravessa.

O secretário provincial do ‘Galo Negro’ no Huambo, Liberty Tchiyaka, esta semana, aquando das cerimónias do funeral de Jonas Savimbi, disse que a governação local ordenou a retirada de bandeiras das artérias da cidade e restringiu algumas actividades programadas.

“É completamente descabido quando dirigentes, ao invés de estarem preocupados com os problemas da população, ficam mais preocupados com as bandeiras de outros partidos”, disse o político, que se manifesta agastado com tal comportamento supostamente praticado por dirigentes do MPLA, “uma vez que quando se trata de actividades da JMPLA ninguém os interrompe”.

Para o político, mesmo com os sinais de maior abertura do actual Presidente da República, João Lourenço, o partido MPLA ainda enfrenta sérios problemas, trazidos de um passado recente, baseados na dificuldade do respeito de conviver com a diferença.

“Os dirigentes do MPLA não estão preparados para lidar com a diferença. Temos que saber ser tolerantes”, rematou. Já o líder do Partido de Renovação Social (PRS) na província do Huambo descreve o quadro como sendo preocupante, o reacender dos actos de intolerância política, alegadamente perpetrados por autoridades tradicionais e as administrações municipais, instrumentalizados por altos dirigentes do MPLA.

António Solia acrescentou que um dos sinais mais visíveis destes actos tem sido o retirar de bandeiras durante as suas actividades políticas de massas e de mobilização.

Um dos episódios registou-se na última semana, na comuna do Sambote, arredores do município do Bailundo, onde a sua sede acabou por ser vandalizada, embora as localidades do Mbave e o município do Catchiungo são os que mais inspiram cuidados.

“Não deixam que outros partidos façam o seu trabalho político, uma postura que os dirigentes do MPLA transportam desde o período pós-colonial”, referiu, dizendo ter-se reunido inúmeras vezes com a governador local, mas que não passou de promessas irrealizáveis.

Para ele, um dos pontos fundamentais passa por uma governação participativa que permita perceber as preocupações da população, o que, em seu entender, a actual governadora do Huambo não ostenta. Contactado, o Governo de Joana Lina não respondeu a OPAÍS

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