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Netanyahu ordena ataques à Síria e ameaça o Irão

Benjamin Netanyahu (DR)

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu reconheceu ter ordenado ataques aéreos contra posições militares sírias.

Netanyahu advertiu que o Irão sofrerá “consequências terríveis” se ameaçar Israel, ao mesmo tempo que reafirmou a sua posição firme em relação às Colinas de Golã ocupadas.

“Não só levamos as ameaças do Irão a sério, como também não somos dissuadidos por elas, porque qualquer um que tente nos atingir será ainda mais atingido […] Temos provado isso muitas vezes na história do nosso Estado. E acabamos de provar isso ontem (2) à noite”, disse Netanyahu no domingo durante uma cerimónia realizada em Jerusalém.

Após a declaração do premiê, a base aérea síria T-4 na província síria de Homs foi alvo de ataques alegadamente por mísseis israelitas, resultando na morte de pelo menos três soldados sírios e ferimentos em outros sete.

Segundo a agência de notícias SANA, a recente ofensiva com mísseis correspondeu a “sucessivos ataques terroristas nos subúrbios do norte de Hama e Idlib”.

A Síria classifica os ataques uma violação da sua soberania, acusando Israel de aumentar o moral dos terroristas que ainda restam no território sírio.

De acordo com analistas, Tel Aviv parece ter intensificado suas intrusões transfronteiriças, principalmente após o reconhecimento da soberania israelita sobre Golã pelo presidente norte-americano Donald Trump.

“Israel respondeu tão rapidamente porque quer preservar o status quo da ocupação israelita […] Israel nem sequer tem o direito de estar nas Colinas de Golã”, afirma o jornalista e escritor do Oriente Médio Ali Rizk.

Os especialistas também acreditam que esses ataques podem ser uma manobra de campanha para aumentar a popularidade de Netanyahu e o seu partido, que estão concorrer à reeleição em Setembro.

“Netanyahu está em terreno sólido quando se trata de sua política de segurança e de lidar com ameaças. Ele goza de amplo apoio tanto da esquerda quanto da direita nesta questão”, ressaltou o analista político Mitchell Barak.

Para o jornalista Rizh, “esses passos dados por Washington beneficiam principalmente Netanyahu”.

“Vemos uma campanha contínua de ataques , contra-ataques e retaliações. Ambos os lados jogam mais pela [vantagem] política; não é apenas o lado israelita […] Os inimigos de Israel não estariam lá em primeiro lugar se não fossem os fracassos da política externa dos EUA”, disse o jornalista Martin Jay.

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