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Bruxelas mobiliza 100 milhões para Moçambique, Maláui e Zimbabué

Mais de 400 pessoas morreram em Moçambique, no Zimbabué e no Malawi, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) e milhares estão desalojadas (DR)

DN|Lusa

A Comissão Europeia vai mobilizar 100 milhões de euros para a reconstrução de Moçambique, Maláui e Zimbabué após a destruição provocada pelos ciclones Idai e Kenneth, valor que se junta a 17 milhões já alocados, foi hoje anunciado.

Em comunicado, Bruxelas dá conta da mobilização desta verba para aquela região, explicando que o objetivo é fazer face aos “efeitos devastadores” dos ciclones Idai e Kenneth, que afetaram a região em março e em abril passado, respetivamente.

Esta doação — em forma de empréstimo do Banco Europeu de Investimento (BEI) — foi comunicada na Conferência Internacional de Doadores, um evento de dois dias que decorreu no fim de semana na cidade da Beira, centro de Moçambique.

“A UE é baseada na solidariedade entre os Estados-membros e para com os países parceiros em todo o mundo”, sublinhou na ocasião o comissário europeu para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento, Neven Mimica.

O responsável vincou que os 100 milhões de euros se destinam a “apoiar o país [Moçambique] nos seus esforços em se reerguer, reconstruir infraestruturas e melhorar a sua resiliência”, bem como para ajudar as zonas do Maláui e o Zimbabué.

Ao todo, a União Europeia (UE) já mobilizou 17 milhões de euros em ajuda humanitária para aquela região após a passagem dos ciclones, 10 milhões dos quais para Moçambique, 4,5 milhões de euros para o Zimbabué e cerca de 2,5 milhões de euros para o Maláui.

Além disso, foi acionado naquela região o Mecanismo de Proteção Civil da UE em cooperação com nove Estados-membros, como Portugal, Áustria, Dinamarca, França, Alemanha, Itália e Luxemburgo, Espanha e Reino Unido.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou outras 250 mil, de acordo com os números mais recentes.

Os setores dos transportes e comunicações foram os mais afetados, com quase 90% das suas infraestruturas danificadas, segundo dados oficiais.

Sob o lema “Por uma reconstrução rápida, resiliente e abrangente”, a Conferência de Doadores juntou perto de 700 pessoas, entre parceiros de desenvolvimento, fundações, instituições financeiras internacionais, agências da ONU, setor privado nacional e internacional durante dois dias.

Na ocasião, Moçambique angariou cerca de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) dos 3,2 mil milhões necessários para o projeto de reconstrução dos pontos afetados pelos ciclones Idai e Kenneth.

O plano de reconstrução, avaliado em 3,2 mil milhões de dólares, engloba cerca de 100 projetos socioeconómicos para os locais afetados.

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