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Angola busca apoio para Sítio Histórico de Mbanza Kongo

Angop

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, apontou, nesta segunda-feira, em Paris (França), a necessidade da captação de apoios financeiros para a restauração das ruínas da antiga catedral de Mbanza Kongo “Nkulumbimbi”, o prosseguimento de estudos sobre o sítio, as escavações arqueológicas e para o reforço das capacidades para o pessoal do Museu dos Reis do Kongo.

A governante angolana, que falava na sessão de abertura da plenária do Fórum Unesco-África-China, que decorre na sede da organização, em Paris, sobre o reforço das capacidades para o património mundial, afirmou que a gestão do sítio histórico de Mbanza Kongo merece uma atenção especial, para que sirva de alavanca de desenvolvimento para as populações.

Algumas acções, de acordo com Carolina Cerqueira, podem estabelecer as pistas de cooperação e de procura de financiamento com a Unesco e com a China.

Relativamente as recomendações emitidas pelo Comité do Património Mundial no momento da inscrição do sítio de Mbanza Kongo, nomeadamente a construção do novo aeroporto, a retirada das antenas de telecomunicações e a regulamentação sobre a gestão urbana, informou que constituem prioridade da agenda da Comissão Interministerial e Multisectorial para o Património Mundial, criada em 2018 por Decreto Presidencial e coordenada pelo Vice-Presidente da República.

Destacou ainda o lançamento de uma campanha de sensibilização e de valorização do Sítio de Mbanza Kongo, com a instalação de painéis publicitários nas cidades de Luanda (aeroporto internacional) e de Mbanza Kongo.

O Ministério da Cultura organiza, em parceria com o governo da província do Zaire e os países que fazem parte do antigo Reino do Kongo (a República Democrática do Congo, a República do Congo e a República do Gabão), de 5 a 8 de Julho, a primeira edição do Festival Internacional da Cultura Kongo (FESTIKONGO) – uma plataforma de intercâmbio e de partilha de conhecimentos e de promoção da diversidade da cultura Kongo e do turismo cultural local.

Para além dos aspectos de dinamização do sítio, o festival contribuirá igualmente para a melhoria da qualidade de vida das populações, oferecendo-lhes a oportunidade de gerarem recursos através de diversas actividades previstas, entre outras, as exposições de arte, ateliers, feiras de artesanato e do livro, gastronomia, espectáculos musicais.

Carolina Cerqueira fez também menção as propostas de inscrição na lista do património mundial do sítio de Cuito Cuanavale, do sítio arqueológico de Tchitundu-Hulu e do sítio do Corredor do Kwanza.

Mbanza Kongo ostenta a categoria de Património Cultural da Humanidade, em cuja lista da UNESCO foi inscrita a 08 de Julho de 2017.

O potencial histórico e arqueológico da capital do antigo Reino do Kongo, que mostra um testemunho único e excepcional de uma contradição cultural e de uma civilização, cujo mosaico cultural está tangivelmente associado a eventos e tradições vivas, com ideias e crenças, com trabalhos artísticos e literários de importância universal, foram também algumas das referências.

Na cidade são ainda visíveis as ruínas do Kulumbimbi – indicada pelo Vaticano como a primeira igreja construída na África a Sul do Equador, em 1596, pelos missionários católicos logo a sua chegada à região.

Com uma superfície de 7 mil e 651 quilómetros quadrados, Mbanza Kongo é limitado a Norte com o município do Kuimba e pela RDC, a Sul e a Este com a província do Uíge, e a Oeste com os municípios do Tomboco e Nóqui.

Localizada a 472 quilómetros, a Norte da capital angolana (Luanda), a cidade de Mbanza Kongo conta com uma população estimada em 155 mil e 174 habitantes (dados do último censo) e possui cinco bairros: Sagrada Esperança, 4 de Fevereiro, 11 de Novembro, Álvaro Buta e Martins Kidito.

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