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PM suspeito de obstruir investigação sobre Marielle preso em operação

Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (31) oito pessoas suspeitas de integrar a milícia que era comandada por Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

Segundo o G1, dos oito presos, quatro são PMs. Um deles é o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, detido em Pedra de Guaratiba.

Ferreirinha foi apontado pela Polícia Federal como o responsável por atrapalhar a investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A Operação Entourage tenta cumprir 30 mandados de prisão e não tem relação com o atentado. Curicica está detido em um presídio federal e, segundo as investigações, não tem mais controle sobre seu antigo grupo paramilitar.

Plano de vingança

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, Ferreirinha foi segurança e motorista de Orlando Curicica, mas se voltou contra o patrão.

Durante meses, Ferreirinha foi considerado a principal testemunha do Caso Marielle. Seu depoimento à Delegacia de Homicídios sobre o Caso Marielle já foi, segundo policiais, uma tentativa de tomar pontos dominados por Curicica.

À época, o PM afirmou que seu antigo chefe e o vereador Marcello Siciliano tramaram a morte da vereadora. Ambos sempre negaram.

Em março, a TV Globo mostrou com exclusividade o depoimento da advogada de Ferreirinha à PF. Camila Nogueira disse que desconfiava da versão apresentada pelo cliente e que se sentiu usada.

A advogada esclareceu que “essa criação de Rodrigo Ferreira e a manipulação com os policiais civis que fez com ela foi mais um dos fatos que levaram a declarante a ter medo de ficar nessa situação”.

“Também exerceu a função ligada à gestão financeira da malta, como recolhedor dos valores cobrados a títulos das taxas cobradas nos locais de domínio”, informa a denúncia do MP apresentada à Justiça.

Histórico de crimes na Zona Oeste
O nome de Orlando Curicica, na época um dos suspeitos de ser o mandante do atentado, é apontado como responsável por vários crimes praticados por milicianos na Zona Oeste, de acordo com investigação da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ.

A quadrilha de Orlando é suspeita de dominar sete comunidades na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio:

Boiúna

Curicica

Jordão

Lote 1000

Santa Maria

Teixeiras

Terreirão

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital revelaram que o grupo explora ilegalmente serviços como transporte, lazer, alimentação e segurança dessas comunidades através da cobrança de taxas. A quadrilha explora ainda a grilagem de terras nessas regiões.

As associações de moradores também seriam dominadas por esses grupos, segundo os policiais.

A investigação mostra ainda que a milícia atua com violência, o que inclui a execução de testemunhas e tentativas de homicídio de autoridades responsáveis pelas investigações.

Os membros dessa quadrilha fazem imperar a “lei do silêncio” entre os moradores das localidades onde exercem o controle criminoso.

O MPRJ informa que a expansão do grupo na região ocorreu entre 2015 até o final de 2017, na área de Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.

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