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Brasil e Argentina unem-se contra o direito da mulher de poder abortar

DN|Lusa

O Governo brasileiro de Jair Bolsonaro e legisladores argentinos contra a liberdade de escolha da mulher relativamente ao direito de poder abortar, estão a dar os primeiros passos para políticas públicas anti-aborto.

O Governo brasileiro de Jair Bolsonaro e legisladores argentinos contra a liberdade de escolha da mulher relativamente ao aborto, estão a dar os primeiros passos para políticas públicas anti-aborto em sintonia entre os dois países da América Latina.

“Nós, pró-vida, acreditamos que, no continente, precisamos de estar mais juntos porque entendemos que o aborto não é solução para nenhum problema. Como pró-vida, podemos apresentar sugestões de políticas públicas de planeamento familiar”, defendeu a ministra brasileira da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (na imagem).

A visita de Damares Alves à Argentina para a Reunião de Altas Autoridades de Direitos Humanos do Mercosul (RAADH) coincidiu com mais uma capítulo da chamada ‘onda verde’, cor do movimento pelo direito ao aborto que, na terça-feira, entregou um novo projeto de lei pela interrupção voluntária da gravidez, depois de o tema ter sido aprovado pela Câmara de Deputados da Argentina em 14 de junho passado, mas rejeitado pelo Senado em 8 de agosto.

Este avanço do movimento feminista a favor do aborto alarmou os movimentos contra o direito ao aborto, caracterizado pela cor azul-celeste, que conseguiram impedir que o projeto se tornasse lei. Contudo, a onda argentina pró-aborto reavivou movimentos pela região, inclusive no Brasil.

A deslocação da governante brasileira visa estreitar os contactos com os grupos anti-aborto argentinos para criarem juntos políticas públicas regionais e, assim que aterrou, em Buenos Aires, deslocou-se ao parlamento, onde se reuniu com os ‘celestes’, os legisladores contra o direito de escolha da mulher da coligação governamental.

“Gostaríamos que as nossas nações defendessem as duas vidas, a da mãe e a do bebé”, declarou Damares Alves, a ministra que se tornou conhecida por declarações como “menino veste azul, menino veste rosa”.

“Estamos unidos há muito tempo e um inspira-se no outro”, disse a ministra numa alusão aos grupos pró-vida que tanto na Argentina como no Brasil, são governo.

Segundo a governante brasileira, o Governo do país, cujo chefe de Estado é Jair Bolsonaro, “defende a vida desde a conceção”.

“Esta é a posição oficial do Brasil. Esta é a posição do Presidente: um Brasil, pró-vida, pró-família. Isso foi discurso de campanha dele e está a acontecer”, declarou, palavras que arrancaram aplausos de deputados argentinos.

Para a ministra, na Argentina, “a adesão popular nas ruas tem sido maior do que no Brasil”.

“A nossa marcha nacional contra o aborto está muito longe da marcha nacional que fazem aqui. Mas, por outro lado, vejo uma militância brasileira muito forte nas redes sociais no Brasil. Então, talvez onde sejamos fortes, a Argentina não seja tão forte. E onde a Argentina é mais forte, nós ainda não somos”, reconheceu.

A parlamentar argentina Cornelia Smith, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, que integra o movimento anti-aborto, explicou que o “Brasil e Argentina procuram uma política regional que defenda os direitos humanos a partir da conceção”.

Segundo Smith, essa união regional quer contrabalançar o crescimento do movimento pró-aborto.

A parlamentar considerou que “a luta pelo aborto despertou nas pessoas a necessidade de sair também a defender a vida”.

“Este é um primeiro encontro para criarmos um movimento de união regional”, observou, para acrescentar: “Na cidade de Buenos Aires, é muito difícil contra-atacar a onda verde. Falta-nos um marketing que permita aos jovens abraçar a causa pela vida. No interior, há uma essência pró-vida”.

“No Brasil, chegámos onde chegámos a partir da força dos jovens com as novas tecnologias”, reconheceu Damares Alves, referindo esta como uma das estratégias para o Governo de Bolsonaro chegar ao poder com uma agenda pró-vida, bandeira dos grupos evangélicos do qual a ministra faz parte.

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