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Huambo: Arroz pode tornar-se numa das principais culturas no país

A cultura do arroz pode tornar-se, a médio prazo, numa das principais em Angola, a exemplo do milho e da mandioca, deixando o país de importar este cereal muito presente na dieta alimentar da população.

O prognóstico é do especialista em cultivo e combate de pragas do arroz Adão Gonçalves Pinheiro, em declarações hoje, quarta-feira, à ANGOP, na província do Huambo, quando apresentava os resultados dos primeiros cinco anos de implementação do projecto de cultivo em grande escala do arroz, nas províncias do Huambo e Bié.

Informou que as condições naturais que o país possuí, em termos de áreas de cultivo, clima e hidrografia, superam, em muitos casos, a de paises que lideram a lista de produtores no mundo e, em particular, no continente africano.

Admitiu que os resultados alcançados nesta primeira fase do projecto de cultivo do cereal revelaram o potencial de Angola poder vir a tornar-se, rapidamente, auto-sustentável, num período não superior a 10 anos, caso se continue a apostar sério na cultura do arroz.

Adão Gonçalves Pinheiro deu a conhecer que o Instituto de Investigação Agronómica está a trabalhar, desde o início do ano, com 15 variedades, 12 das quais importadas em paises que têm o arroz como sua principal cultura.

Estas mesmas variedades, selecionadas entre as 23 que estavam a ser investigadas, apresentam rendimentos entre 4 a 6.7 toneladas por hectare, muito próximo aos rendimentos do milho (7 a 9) que, segundo o especialista, exige mais investimento o seu cultivo.

“Para produzir arroz em grande escala só precisamos água, das chuvas ou rios, temperatura entre os 18 aos 24 graus e terras. Diferente do milho, por exemplo, o arroz é mais tolerante e resistente às pragas, além de exigir poucos fertilizantes”, realçou.

O especialista, um dos oito nacionais formados em 2012 no Japão, no âmbito do projecto de deesenvolvimento do cultivo do arroz, disse que a rede hidrográfica de Angola permite produzir este cereal durante todo o ano, através de rega.

Afirmou, também, que o plano de dinamização da produção do arroz na região planáltica do país, cujos resultados serão testados em outras províncias, visa contribuir no programa do Governo de luta contra a fome e à pobreza, segurança alimentar e de diversificação da economia, através da redução das importações dos produtos agrícolas.

Disse que o projecto de cultivo em grande escala do arroz, nas províncias do Huambo e Bié, está a ser desenvolvido desde 2013, pelos institutos de Investigação Agronómica e de Desenvolvimento Agrário, contando com a assistência técnica da Agência Internacional de Cooperação do Japão (JICA).

De acordo com dados do Boletim Estatístico do Conselho Nacional de Carregadores, o arroz está entre os produtos mais importados no país. Para se ter uma ideia real, entre Outubro a Dezembro de 2017 foram importadas 88.989 toneladas, uma média de 29.664 por cada mês, superado apenas pelo açucar e farinha de trigo.

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