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“Órgãos do 27 de Maio” pedem restos mortais dos seus pais

Filhos das vítimas do 27 de Maio de 1977, organizados na Associação M27, divulgaram um vídeo no qual pedem ao Presidente angolano o início do processo de devolução dos restos mortais e a emissão de certidões de óbito dos seus familiares, informa a VOA.

“Ao fim de 42 anos, os filhos das vítimas do 27 de Maio em Angola ainda não sabem em que valas comuns estão os seus pais, nem receberam certidões de óbito”, dizem os autores do vídeo posto a circular nesta segunda-feira, 27, para assinalar o que já é considerado de “purga no MPLA”, em 1977, na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado, liderada por Nito Alves, então ministro da Administração Interna.

Ao dar a cara pelos “órfãos do 27 de Maio”, João Van-Dunem, filho de José Van-Dunem, do comité central do Movimento Para a Libertação de Angola (MPLA), e de Sitta Vales, ambos mortos na altura, diz ser importante “reabilitar a honra política” e “devolver a dignidade perdida a uma geração de angolanos que tanto se dedicou a etapas fundamentais da luta no período pré e pós-independência”.

No mesmo documento, Magog Pereira, filho do então comissário municipal Agostinho José Pereira, destaca a importância de saber onde estão os restos mortais do pai e de milhares de angolanos mortos.

“Somos africanos e seria muito importante, enquanto família, se pudéssemos dar o merecido funeral ao meu pai”, afirmou, secundado por outros dos órfãos.

“Tinha 25 anos quando foi fuzilado, tenho 41 anos e acho que é o mínimo que se pode pedir. Gostava que todos os meus irmãos de infortúnio tivessem direito às certidões de óbito porque alguns nem isso ainda tiveram”, acrescenta Rui Tukayana, filho de Rui Coelho, chefe de gabinete do então primeiro-ministro Lopo do Nascimento.

Os membros da Associação M27 dizem haver “uma porta aberta” com o Presidente João Lourenço, que reconheceu, recentemente, ter havido excessos de ambos lados e prometeu emitir as certidões de óbito.

No passado dia 25 de Abril, o Bureau Político do MPLA decidiu organizar um plano de homenagem para honrar a memória dos angolanos que foram vítimas de conflitos políticos, entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, incluindo aqueles que foram mortos em 1977.

No incidente de 1977, mais de três mil pessoas terão sido mortas alegadamente por estarem a preparar um golpe de Estado, o que, para muitos observadores, foi um acerto de contas entre facções e líderes do MPLA, na altura liderado por Agostinho Neto.

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