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EPAL assume venda de água nas girafas

GIRAFA DA EPAL NO KIKUXI, EM VIANA, ABASTECENDO ÁGUA AOS CAMIÕES CISTERNAS (FOTO: PEDRO PARENTE)

A Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) deverá assumir totalmente o controlo da gestão dos pontos de venda de água (girafas) na capital angolana, a partir do início de 2020, anunciou uma fonte próxima ao processo, escreve a Angop,

De acordo com a fonte, a empresa está já a assumir faseadamente a gestão e o controlo das 13 girafas de abastecimento de água aos camiões cisternas, anteriormente entregues a entidades privadas.

As girafas ou pontos de abastecimento de água tinham sido entregues a entidades privadas, com base em contratos assinados há nove anos, segundo disse a fonte, que preferiu o anonimato.

A mesma fonte precisou que estão já ser geridas pela EPAL três dessas girafas, que tinham sido entregues a privados, alegadamente devido à “vandalização” das condutas adutoras por parte dos garimpeiros do líquido.

As girafas têm auxiliado na distribuição da água potável na cidade, uma vez que não há capacidade suficiente da rede em fazer chegar água a todos domicílios.

A EPAL, segundo a fonte, irá também trabalhar num regulamento do controlo dos preços da água, a fim de evitar a especulação.

Os preços de revenda estão na ordem dos 1.500 kwanzas por metro cúbico, contra apenas 258 kwanzas por metro cúbico praticados pela EPAL, nos termos do Decreto Executivo 230/18, de 12 de Junho, sobre o Novo Plano Tarifário de Água Potável.

Assim, a EPAL e o Governo Provincial de Luanda trabalharão com outras entidades na definição das melhores formas para se pôr cobro às práticas especulativas por parte dos revendedores de água.

Em Luanda, a EPAL tem uma capacidade instalada de pouco mais de 500 mil metros cúbicos de água/dia, quando as necessidades estão acima de um milhão e 200 mil metros cúbicos.

“Esse assinalável défice poderá ser mitigado com a execução de novos projectos que se perspectivam iniciarem-se ainda no decorrer deste ano”, disse a fonte.

Na perspectiva da EPAL, o incremento na produção de água permitirá aumentar a capacidade de distribuição, com reflexos na redução do garimpo e menos necessidade de se fazer recurso a girafas para abastecimento as populações carenciadas.

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