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Energia de Cambambe estabiliza fornecimento em Benguela

BARRAGEM DE CAMBAMBE (FOTO: PEDRO PARENTE)

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Os setenta megawatts de energia que Benguela começou a receber da barragem de Cambambe, após a interligação ao sistema norte, trouxeram estabilidade no fornecimento ao litoral da província, segundo o director da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), Baptista Assis.

Falando a propósito da ligação ao sistema eléctrico norte, desde 22 deste mês, Baptista Assis ressaltou o problema de restrições nas cidades do Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta, no litoral, para referir que, com a energia de Cambambe, haverá mais estabilidade na rede de distribuição.

Para o responsável, os 70 megawatts provenientes da barragem de Cambambe, no Cuanza Norte, são, sem dúvida, importantes para a estabilidade da situação energética da província de Benguela, principalmente da sua região litoral.

Além de Cambambe, o director da ENDE explicou que o resto do fornecimento está distribuído entre a barragem do Lomaum, no município do Cubal, com 20 porcento e a estação térmica da Kileva, no Lobito, que fica apenas com dez por cento.

Ironizando, Baptista Assis enfatizou, na ocasião, em que aproveitou para apresentar o quadro actual da empresa, que “as pessoas vão ter saudades do vai e vem da energia”.

Também lembrou que as cidades do litoral sofreram restrições de 20 de Abril a 21 de Maio, principalmente devido à falta de gasóleo, usado na estação térmica da Kileva, no Lobito, resultante da crise de combustível vivida em todo o país.

“Com a entrada em funcionamento da nova subestação do Lobito, serão recuperadas as linhas originais, da era colonial, e a partir dali, já não será necessário o uso da estação térmica da Kileva”, acrescentou.

Em relação à área comercial, o gestor da ENDE revelou que num período de estabilidade a empresa chegou a uma facturação máxima de 308 milhões de kwanzas, valores que, no período de 20 de Abril a 21 de Maio, baixaram para cerca de 150 milhões de kwanzas, devido aos sucessivos cortes de energia.

Com a estabilidade no abastecimento de energia, a ENDE pretende recuperar a confiança que perdeu junto aos clientes e espera que retomem o pagamento regular do consumo, segundo Baptista Assis.

Quanto aos projectos relacionados com a linha de crédito da China, o director afirmou que a subestação do Lobito está na fase terminal, enquanto a da Baía Farta já está em funcionamento.

A subestação de Benguela, bem como os seus transformadores, foram transferidos para o Cavaco por questões de espaço, deixando apenas um Ponto de Secção (PS) que transforma a energia de alta para média tensão.

Com a interligação à barragem de Cambambe, Benguela deixa para trás um longo período de forte dependência de fontes térmicas para a produção de energia, o que permite ao Estado poupar 16 mil milhões de kwanzas mensais, com a redução dos cerca de 500 mil litros de gasóleo/dia.

Dos 108 mil consumidores de energia eléctrica controlados pela ENDE na província de Benguela, 23 mil são do sistema pré-pago.

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