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Benguelenses querem exoneração de Rui Falcão

(DR)

O PAÍS

A província de Benguela tem passado por dramáticos episódios nos últimos anos, tanto a nível social, principalmente, como económico, e, para uma camada da sociedade civil organizada em protesto, alguma “culpa” é de Rui Falcão.

Cientes de que Angola está imersa em problemas, os manifestantes conhecem Benguela, suas características, logo, o actual governador não só não está à altura, como tem prejudicado a província com a sua “não governação”, acusam.

Na Declaração Pública que terá sido enviada também à Presidência da República, os subscritores enunciam que “o silêncio e falta de vontade para governar é o que nos preocupa”, pois “a província está totalmente abandonada”.

Quem aderiu a este movimento, em luta para a substituição imediata do gestor público máximo de Benguela foram, na sua maioria, jovens, do género masculino, percorrendo ruas do centro do município gritando “FORA Rui Falcão!”

Apesar do trajecto pré-definido, com a Polícia a escoltar a população em marcha, a fúria de algumas pessoas levou-as a tentar desviar o caminho, pretendendo chegar ao Palácio, impondose assim que os organizadores os acalmassem.

“FORA Rui Falcão!”, gritam benguelenses manifestantes

Rui Falcão está nestas lides há pouco menos de dois anos, celebrando em Junho o segundo aniversário no papel de dirigente provincial, se lá chegar, pois os protestantes deram-lhe “cinco dias para sair”.

Livulu Prata, jovem de 36 anos de idade, natural do Huambo e residente no Lobito, activista social, é um dos subscritores do manifesto endereçado a 20 de Maio ao Governo Provincial de Benguela.

Entrevistado por O PAÍS, reafirmou que a marcha de repúdio de ontem, contra a forma como Falcão “gere” esta singular província do litoral, foi a primeira de muitas, até que o governador desocupe o cargo.

Juntando-se aos assinantes da carta com os motivos que sustentam este grito de revolta social, segundo Prata, aproximadamente 150 cidadãos e 50 motoqueiros circularam na cidade das Acácias Rubras, no Dia de África, em protesto.

A listagem das problemáticas que Benguela vive é extensa e, da parte de quem é responsável pela governança deste território, o governador, não se vê qualquer acção e “está sempre ausente da província”, criticou Livulu Prata.

No cabeçalho estão “o lixo, falta de luz, falta de água…”, factores por si só negativos, mas são piorados com “o silêncio do governador perante as reclamações do povo. Fruto disto, organizamos esta manifestação”, atestou.

“Falcão não tem perfil para liderar”…

O activista social Livulu Prata defende que, o principal aspecto que vê em falta no perfil do governante é a comunicação, quer quando não a faz, quer quando comunica de forma “arrogante”, reprovou.

Julga caber à sociedade civil “pôr um basta na governação de Falcão, tem de ser exonerado”. E, analisando a passagem do dirigente por Benguela, acredita que este não tenha capacidade para governar nenhuma província.

Considera “péssima” a avaliação que tem a atribuir ao desempenho do político nomeado para gerir esta região mas que, lamentavelmente, “nunca cá está”, tendo sido falhas as tentativas de audiência feitas pelo grupo de assinantes.

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