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Polícia de Moçambique acusa garimpeiros ilegais de financiarem ataques em Cabo Delgado

Grupos armados incendeiam casas e veículos e aterrorizam população em Cabo Delgado. (DR)

Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique diz que ataques armados no norte do país têm sido financiados por garimpeiros ilegais de pedras preciosas, em resposta às operações de repressão das autoridades.

“Algumas das pessoas que estão a promover guerra nalguns distritos de Cabo Delgado eram garimpeiros aqui em Montepuez, estavam como cabecilhas daqueles criminosos que pegavam a pedra preciosa, rubi e outras, e iam entregar aos jovens que [por sua vez] carregavam para o litoral e depois levavam para fora do país”, anunciou o comandante-geral da PRM, Bernardino Rafael, no sábado (25.05), durante um encontro com a população do bairro de Mirige, em Montepuez, citado pela DW África.

“Com ódio, quando fizemos uma operação contra o garimpo, viraram inimigos e começaram a combater-nos” e provocar desestabilização, disse o comandante.

Bernardino Rafael fazia alusão às detenções de garimpeiros ilegais no início de 2017, meio ano antes do primeiro ataque armado, em Mocímboa da Praia, em Outubro do mesmo ano.

O distrito de Montepuez fica no interior da província, afastado da zona costeira (entre Palma e Macomia) que tem sido palco dos ataques de grupos armados que já terão matado, pelo menos, 150 pessoas.

No entanto, as motivações e os mentores da violência têm sido motivo de especulação.

PRM pede vigilância

As próprias autoridades anunciaram pela primeira vez em Dezembro de 2017 que tinham identificado cabecilhas e há um mês condenaram à prisão 37 dos 189 acusados de violência em Cabo Delgado, mas os ataques têm continuado.

“Nós temos que ser vigilantes para desmantelar, denunciar essas pessoas que transferem valores por m-pesa”, um dos sistemas de transferência de dinheiro por telemóvel, “aqui de Montepuez, para os malfeitores”, pediu Bernardino Rafael.

O líder da polícia apelou também à vigilância “daqueles que querem recrutar jovens para as fileiras dos malfeitores”.

“Só a partir do desmantelamento das cidades ou das vilas, e sobretudo aqui [em Montepuez], podemos controlar aqueles indivíduos que matam e queimam residências dos moçambicanos”, concluiu.

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