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Estudantes da Guiné-Bissau já estão a beneficiar de acordos de cooperação com instituições no norte de Portugal

Grupo de estudantes guineenses a estudar em Portugal (Cortesia)

VOA | Danielle Stescki

Estudantes que buscam formação e qualificação superior fora do país de origem encontram diversas dificuldades. Depois de passarem pelo processo de inscrição e seriação precisam lidar com as despesas como, por exemplo, passagens aéreas, taxas académicas, propinas, alimentação, alojamento, entre outras. Quando a família do estudante tem pouco dinheiro tudo fica difícil, mas não impossível.

Desde o ano passado, estudantes da Guiné-Bissau estão sendo beneficiados por protocolos de cooperação assinados entre o Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude e Desporto da República da Guiné-Bissau com instituições de ensino técnico e superior dos distritos portugueses de Bragança, Castelo Branco, Guarda e Portalegre.

Para facilitar a adaptação dos alunos foi criado o Gabinete de Apoio à Integração dos Estudantes Guineenses em Portugal, liderado pelo promotor de protocolos de cooperação, Bocu Silva.

“Quando o protocolo começou os alunos não estavam ainda a acreditar muito, então tivemos que … criar um espaço para dar seguimento àquilo que estava a ser feito na Guiné, para eles sentirem-se também em casa”.

Segundo Silva, a obtenção de um espaço físico só foi possível com o apoio da Câmara Municipal de Macedo, que disponibilizou uma sala para que os estudantes possam ser recebidos.

O promotor de protocolos de cooperação avisou que as vagas para inscrição em algumas instituições no norte de Portugal já estão abertas. Também explicou que o processo de inscrição começa na Guiné-Bissau, e está aberto a todos os jovens.

Silva alertou que essa é uma oportunidade que garante uma vaga numa instituição de ensino superior a preços reduzidos, portanto não é uma bolsa de estudo.

Ele concluiu a entrevista fazendo um desafio aos professores que leccionam as cadeiras de informática e de línguas portuguesa e inglesa. Silva gostaria que os professores passassem seis meses na Guiné-Bissau para dar formação aos alunos que estejam no último ano do liceu, a fim de prepará-los para ingressarem na licenciatura mais preparados.

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