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Partidários de Bolsonaro se mobilizam para pressionar o Congresso

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (E), faz um gesto de aprovação durante a cerimônia de levantar a bandeira brasileira no Palácio da Alvorada, sede do governo, em Brasília, no dia 21 de maio de 2019 (afp_tickers)

AFP

Partidários do presidente Jair Bolsonaro convocaram manifestações em todo Brasil para exigir que o Congresso, sob suspeita de encarnar a “velha política”, acelere a análise das reformas prometidas pelo chefe de Estado.

Os atos, previstos para dezenas de cidades, foram convocados pelos grupos mais radicais do bolsonarismo, num momento que o ex-capitão do Exército enfrenta, com menos de cinco meses no poder, uma queda drástica de popularidade e uma onda de contestação nas universidades.

Após pensar inicialmente em participar dos atos, Bolsonaro voltou atrás e aconselhou os ministros a fazer o mesmo.

Mas a decisão de não se envolver diretamente com as manifestações só foi tomada, segundo aliados, porque poderia ter um efeito contrário em relação às reformas.

“Vejo os atos do dia 26 como uma manifestação espontânea da população, que de forma inédita se converteu na principal voz das decisões políticas que o Brasil deve tomar”, publicou o presidente no Twitter na quarta-feira.

Na quinta-feira, após um encontro com jornalistas, ele disse crer que haverá “muita gente” na mobilização, mas mostrou preocupação pela proliferação de pedidos nas redes sociais a favor de um golpe que feche o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

“Quem estiver com essa pauta estará na manifestação errada. Não fará bem ao Brasil”, declarou, indicando que esses pedidos são “mais [o presidente venezuelano Nicolás] Maduro que do Jair Bolsonaro”.

As mudanças exigidas nesta semana pelos legisladores e magistrados obrigaram o presidente a modificar seus decretos sobre porte de armas, retirando una disposição que permitia o porte de fuzis semiautomáticos.

Os principais apoios às manifestações de domingo partem de núcleos tão diversos como os discípulos de Olavo de Carvalho, o “guru” ideológico de Bolsonaro, grupos de extrema-direita e sindicatos de caminhoneiros.

Outros grupos de direita – como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, que tiveram papel crucial nos protestos a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016 – se abstiveram de qualquer envolvimento a favor ou contra. O deputado Kim Kataguiri, uma figura destacada do MBL, denunciou “as pautas antiliberais, anticonservadoras e antirrepublicanas” da convocação.

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